domingo, 25 de maio de 2014

HOJE É DIA DE CHUVA COM HIBISCO

Domingo chuvoso, o sofá me chama acenando com o edredom, eu resisto e vou me envolver com um amigo novo: o “HIBISCO”. Nunca havia me detido na importância e sabor desta bela erva que me lembra de minha infância brincando de comidinha. O hibisco que utilizamos é o mesmo da linda e ornamental flor que está por aqui, por ali. 
Nas minhas pesquisas, encontrei surpresas, é antioxidante e anti-inflamatória, e até ajuda no controle do colesterol, e ainda aumenta a imunidade, entre outras propriedades, coisa boa! Além de ser deliciosa, fiz adesão total.
Um dia no TERRAPIA fizemos um azeite com hibisco que fiquei fascinada. É fácil, basta só macerar o hibisco em um pilão e acrescentar o azeite, deixando repousar. Fica uma maravilha para colocar nas saladas ou onde desejar. Veja o LIVRO VIVO no site e encontre germinação e muitas receitas de dar água na boca com alimentação viva: http://www4.ensp.fiocruz.br/terrapia/
Hoje fiz uma invencionice: Um leite de inhame, capim limão e hibisco, tudo assim “no olho”, um pequeno inhame, um punhado de hibisco que deixei em um copo d’água um tempo antes e capim limão que colhi da minha pequena horta. Bati tudo e coei, sabor exótico, diferente, amei! Gosto de experimentar, de me surpreender com os sabores, odores e texturas.
Juntei este leite vegetal com uma linhaça que eu havia deixado de molho de véspera para o desjejum, deixei com água para ficar uma geleia. Depois de explorar o sabor do leite sozinho, acrescentei meio abacate que ganhei de presente, adoçando com tâmaras ficou um “manjar do céu” como dizia Gilmar, meu amigo, que já nos deixou. Pessoas queridas é o que eu tenho em abundância e que me favorecem com presentinhos como o abacate que degustei hoje.
Bom domingo para todas e todos que transitam na jornada da vida e fica aqui uma bênção de leveza, da Brahma Kumaris para uma meditação: http://www.brahmakumaris.org/brazil


"Para experimentar leveza, considere-se apenas luz.
Sem peso e além da atração da matéria,
a alma pode voar e tocar a liberdade verdadeira.
Assim, torna-se fácil ficar acima dos problemas e manter a mente clara,
perspicaz e livre de escravidão.
A descoberta da sua própria leveza atrai e eleva os outros.
Sua boa companhia removerá
as preocupações da mente e o peso do coração deles"

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A FORÇA CONSTRUTORA E DESTRUIDORA DAS PALAVRAS



“As palavras não têm a ver com as sensações. Palavras são pedras duras e as sensações delicadíssimas, fugazes, extremas.”
Este fragmento de Clarice Lispector fez, hoje, um sentido excepcional e tenho sido perturbada nestes últimos tempos por ele. Como sentir na pele a dureza das palavras e aprender a processá-las de forma acolhedora? Sentindo todo sofrimento cabível e realizando um esforço para proceder à compreensão do contexto sem permitir que as sensações “delicadíssimas” e “extremas” te paralisem?
A cada dia nossa dualidade se mostra, e nossa decisão de se construir um ser melhor é colocada em xeque. Mergulhar na dor da dureza das palavras e extrair delas o núcleo sadio, para que as sensações delicadas se tornem mais bem elaboradas, de extremas, se tornem equilibradas é tarefa lamentosa e complexa. Exige de nós recolhimento, reflexão, sofrimento, meditação. Muitas perguntas, muitas indagações...
Vem um lampejo da culpa judaico-cristã, que me persegue, e que o processo terapêutico tem minimizado, encontro aí no núcleo são da minha loucura, a possibilidade da minha fragilidade de comunicação reverberar no ambiente e trazer estas pedras duras e destrutivas, eu criando a possibilidade da destruição com minha inabilidade face ao mundo.
Trago a dor intensa de Clarice para utilizá-la como advogada de minha própria dor e melancolia. “Só os vira-latas me entendem”, quando li, reli e sorri, identificação total. Os vira-latas aceitam o que lhes é ofertado e entendem com a fidelidade dos sentidos que foi dado o possível, o que se podia oferecer. E alegres, abanam o rabo, definitivamente busco ser o vira-latas da Clarice, com meu metafórico rabo do esforço supremo no entendimento, que busco intensamente, sofregamente...
Clarice também me ensina enfaticamente: “calar-se é nascer de novo”, isto eu entendo mais com a razão do que com a ação, tanto que estou aqui na antítese do calar, expressando publicamente minha amargura, me recusando ao “nascer de novo” próprio do silêncio. Busco  o silêncio e a calmaria com lupas de alto nível que encontram barreira na minha miopia de alto grau.
Lanço mão das palavras construtoras de Clarice, para que venham ao meu auxilio e me amparem para extrair o que de bom posso tirar do destrutivo que encontro nas palavras manifestas.
Afundada em meu sofá mais ou menos confortável me vem a inspiração, e mesmo sem inspiração desejo expandir e dizer o que hoje eu sinto. Que bom que “fugazes” aparece nas palavras, e estas sensações irão se dissipar com o vento que tem todo poder de levar para bem longe, deixando apenas as lições no fundo da alma inquieta e sofrida, que se constrói a cada dia com as pedras duras que recolhe no caminho. Tenho fé em meu poder de transmutação, sou camaleoa, mutante e desenfreada.
Para finalizar trago mais uma vez o aporte delicioso dela,  minha musa, a quem chamei todo tempo neste discurso pé de chinelo roto e cansado. “Não se escreve para a literatura, escreve-se para cobrir um vazio, vencer a descontinuidade.” Pronto! Clarice, é isso mesmo! Hoje tagarelo em toques digitados para cobrir o vazio deste momento e para romper a descontinuidade com uma nova descontinuidade e agora calar.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

HOJE É DIA DE MELANCOLIA

Hoje se apossou de mim suave melancolia, um desejo de ficar longe em um lugar que não consigo descrever, um estado que não posso explicar. É uma sensação de contato extremo comigo, com meu eu mais primitivo que deseja plenitude e suavidade,
Imersa nestas impressões me aproximo da estante e vejo Clarice, num livro que ainda não li, uma compilação de tudo que já conheço e que comprei por impulso no aeroporto. A capa é linda e o título imenso e delicado: “ As palavras de Clarice Lispector – nada tem a ver com as sensações. Palavras são pedras duras e as sensações delicadíssimas, fugazes, extremas.”
Pego o livro e sinto sua textura de livro na sua existência plena livresca. Gosto de livros, de cheio de livro, das folhas e das possibilidades de interagir com meu próprio ser, escrevendo nele com a marcação da minha caneta atrevida, ponderando pretensiosamente com Clarice. “Queria escrever frases que me extradissessem, frases soltas: “a lua de madrugada”, “jardins e jardins em sombra”, “doçuras adstringentes do mel”, “cristais que se quebram com musical fragor de desastre”. Ou então usar palavras que me vêm do meu desconhecido: trapilíssima avante sine qua non masioty – aí de nós e você.”
É isto! Hoje estou sem sentido... Lendo pedacinhos dos livros de Clarice, que saboreio com o deleite de uma jovem aprendiz, nem tão jovem, mas muito aprendiz de si mesma na esfera do hoje e do amanhã nos braços dessa CLARA LIZ ...

domingo, 13 de abril de 2014

LEITES VEGETAIS: QUINOA

É quinoa pra lá, é quinoa pra cá, esse grãozinho delicado é um super parceiro da vitalidade e da saúde.
É rico em fibras, proteínas e gordura do bem. É falado por aí que é bom para a saúde da mulher, mas os homens ganham também com seus benefícios, visto que auxilia na regulação do intestino,  aumenta a disposição, principalmente quando germinada, tem o poder de retardar o envelhecimento, além de controlar os níveis de colesterol, glicemia e triglicérides no sangue.
É muita coisa para uma semente tão pequena. Isto é o que dizem por aí, era inclusive considerado um grão sagrado pelos incas e utilizado até pelos astronautas.
Eu consumo porque é uma delícia e na germinação eu trago para meu corpo e minha mente a energia que preciso e desejo para mim. Sou da política de se tratar muito bem!
Do jeito bom que eu gosto ela é germinada e usada para os leites do meu desjejum. Como fazer?  ok! ok! vamos lá:
1.     Primeiro passo é comprar uma semente boa, hoje encontramos em todas as lojas de produtos naturais e até em supermercados. Uso o grão, se possível orgânico.
2.     Deixo de molho depois de lavar bem por 6 horas e no ar por mais seis horas. Vamos aprender a germinar!  Para quem ainda não sabe indico o LIVRO VIVO do PROJETO TERRAPIA: http://www4.ensp.fiocruz.br/terrapia/?q=como-germinar, ali vamos encontrar pormenorizadamente os passos para uma boa germinação.
3.     A medida padrão para o leite vegetal de qualquer semente é uma medida de sementes para quatro de água. Como faço só para mim, pego um bom punhado com a mão e uso um copo de água, pronto, fiz minha medida pessoal.
4.     Os leites vegetais em sua maioria são coados, este em particular eu não uso este processo de coar, mas você deve experimentar coando e não coando e veja o que é mais interessante.
5.     Depois com este leite lindo, branquinho e saudável eu brinco com o que tiver em casa:
·         Banana e damasco;
·         Abacate e tâmara;
·         Manga e cardamomo;
·         Caqui e gengibre, dê asas a imaginação.
6.     Quer saber mais sobre a quinoa? Vá novamente no site do Terrapia e no LIVRO VIVO: http://www4.ensp.fiocruz.br/terrapia/?q=quinoagerminada, vai encontrar uma boa receita de maionese de quinoa germinada, é muito bom!
Este foi apenas um estímulo para o uso dos leites vegetais e uma boa fuga da lactose.
Chuva de bênçãos para todos e todas que abrem seus corações para a saúde, afinal temos muito para viver.
 

PEQUENAS COISAS


“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Esta singela frase de um poema de Fernando Pessoa, popularizada enormemente, teve um significado para mim em um momento recente. O poema replico no final da conversa, para que o contexto seja divulgado e a frase apresente novos significados.

Tive uma experiência interessante com as “pequenas coisas” das almas grandes. Meu vizinho atravessando os idos dos setentas anos sofre uma doença degenerativa. Um homem ativo, trabalhador, aqueles homens de “antigamente” que sabiam fazer de tudo um pouco, com o ônus e bônus de que isto pode trazer.

Trocar o gás, lá ia Sr. Carlinhos, a torneira pingou, o pote está ruim de abrir, montar o móvel que chegou: Sr, Carlinhos, Sr. Carlinhos, ele ia sorridente, até espantava baratas com um sorriso de desdém protetor.

Mas o tempo passa...

Hoje ele chama e lá vou eu retribuindo toda gentileza de anos. Um dia em especial ele me chamou, fui atender solícita como ele mesmo me ensinou com as práticas cotidianas, e desta vez eu tive uma das minhas maiores lições, ele queria mostrar como estava mexendo o pé sozinho e ajudando a subir na cadeira, ele sorria eu devolvia o sorriso e juntos celebramos as pequenas coisas. Hoje eu declaro instituído o dia das pequenas coisas.

Bênçãos para todos e todas que esperam o porvir maravilhoso, repleto, é claro, de pequenas grandes coisas.

 
Mar Português 

Ó mar salgado, quanto do teu sal 
São lágrimas de Portugal! 
Por te cruzarmos, quantas mães choraram, 
Quantos filhos em vão rezaram! 
Quantas noivas ficaram por casar 
Para que fosses nosso, ó mar! 

Valeu a pena? Tudo vale a pena 
Se a alma não é pequena. 
Quem quer passar além do Bojador 
Tem que passar além da dor. 
Deus ao mar o perigo e o abismo deu, 
Mas nele é que espelhou o céu. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SUCOTERAPIA DE JANEIRO


Janeiro é um mês de celebração. Férias e ânimo renovado para o ano que chega. Dias ensolarados! Reclamamos do calor, mas o sol nos alegra e felicita, oferecendo a vitamina D que tanto necessitamos. É só se proteger e agradecer a bênção do astro-rei.

Esta semana cai na minha mão a revista “Viva saúde” com a matéria de capa “Turbine a saúde com sucoterapia”, pronto, aderi! Já sou a favor das terapias. Nada como uma boa terapia vinda da natureza.

Janeiro é tempo de abacaxi, carambola, coco em abundância, figo, fruta-do-conde, maracujá, melancia e ainda temos os resquícios da temporada de réveillon com pêssegos, mangas e ameixas. Uma delicia colorida que faz a festa dos nossos sentidos. Aproveitemos para nos refrescar e desintoxicar.

Proponho colocar ervas, especiarias e sementes nos sucos. Abacaxi com hortelã é super, cantada em verso e prosa, experimente com cardamomo ou gengibre.  Lembrando que a FRUTA é a estrela, tudo o que entrar depois vem em pequena quantidade.

Hoje farei uma ode ao gengibre e ao cardamomo.

O gengibre é nativo da Ásia. É uma raiz tuberosa muito utilizada na culinária e também na medicina, assim como o cardamomo, ambos da mesma família. O gengibre é extremamente desintoxicante e ainda melhora o sistema digestivo, respiratório e circulatório, resumindo: tudo de bom. A quem diga que como é um alimento termogênico é capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal, dizem isso, ajuda a emagrecer. Um ganho a parte, sempre bom!

O cardamomo é um tempero que nos países árabes vai até no café e no chá. O sabor é intenso e reza a lenda que os egípcios usavam para deixar o hálito fresco e os dentes limpos. O sabor é intenso como o gengibre. Bom para o estomago e ajuda o intestino a funcionar bem. É, portanto, também poderoso! Na pesquisa encontrei até quem diga que ele é bom para gripes e resfriados. Ok, ok, mas acima de tudo eu gostei do sabor, é interessante. Uso bastante.

Na foto vemos algumas das minhas experiências:

1.     Manga com gengibre e chia hidratada

2.    Abacaxi com cardamomo.

3.    Pêssego, damasco hidratado e uma pitada de nós moscada.

4.    Melancia com gengibre. Tem gente que acrescenta maracujá. Vou experimentar!

Pois bem, umas sugestões para alegrar o fim de janeiro e deixar-nos fortes e resistentes para o início das aulas que se aproximam.

Bênçãos para todos e todas bebedores de suco que entenderam a proposta da SUCOTERAPIA. Dias de paz!