quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FLORAL NA TERAPIA HOLISTICA: ARNICA TODA PODEROSA

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. ” Gandhi
E uma dessas bênçãos da natureza é a Arnica, certamente. Arnica é cantada em verso e prosa. Todo mundo já ouviu a frase: passa arnica! Pois é, arnica é bom mesmo para o corpo e para a alma.
Erva consagrada pelo seu poder de curar tudo que advém de choques e traumas, cicatrizante reconhecido.
Bateu a perna ou o braço: arnica,
“tá” inchado? Arnica,
“tá” roxo? Arnica,
doeu: Arnica.
Emergências de ferimentos: arnicaaaaaa! 
É poderosa para regenerar e confortar, também para o emocional, mental e espiritual, como não? Afinal somos muitos em um. Reorganiza, reequilibra, estabiliza. Tudo de bom!
Trata até os ferimentos emocionais, e quem não os tem? Entra no floral básico e em vários específicos. Entra no spray energético e de tratamento em sua forma floral e também na tintura das folhas. Tem participação especial também na cosmética, enfim, passeia pelos produtos conferindo a todos mais poder e eficácia.
É usada na plenitude de sua inteireza. Nos corpos físicos e sutis. Amplo aspecto e potência. Sou fã, cuidei com carinho e muita conversa fraterna, materna, íntima, e ela me ofereceu esta floração belíssima que registrei com a vizinha e “belle amie” hortelã pimenta.
Este belo exemplar da luminosidade da Mãe Terra vai se transformar num dos florais mais preciosos da minha farmácia de boticário, junto com um grande aliado e parceiro poderoso: o Girassol, que falarei em breve.
Chuva de bênçãos para os adeptos das terapias complementares e para todos os outros medicamentosos seres, chuva de bênçãos também. 

sábado, 7 de novembro de 2015

ERVAS MEDICINAIS PARA O SAGRADO FEMININO: O RESGATE DA NATUREZA EM NÓS

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
(...)Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Muitas mudanças ocorrem com o tempo, afinal, tudo flui e fases vem e vão como diz Cecília. Percebi isto em mim, no corpo, com assombro, como mudou, pele, cabelo etc. e tal, melhor deixar para lá, amorosamente, é claro. Mas a mudança mais intensa e profunda foi na mente que acaba por estender seu reflexo no corpo.  O tempo vai fazendo você assumir seu sagrado feminino, o que de nós tem real valor para além de um corpinho bonito, sem abrir mão da beleza, é claro, ela é sempre uma segunda aliada.
Muitas mudanças de paradigmas, mudei até de profissão. É claro que ser professora está na corrente sanguínea, mas hoje ser Terapeuta e estudiosa de ervas tem preenchido meus espaços de reflexões e ampliado minhas áreas de interesse. O processo de cuidar mais individualmente do outro abriu esse canal perceptivo. Estimular meu processo de autoconhecimento e levar essas bênçãos para mim mesma e para quem me procura. 
Nunca fui muito esotérica e explicações excessivamente místicas nunca fizeram parte de minhas elucubrações mentais, porém percebi ao longo da vida, principalmente nestes últimos anos, como estamos nos distanciando da mãe natureza, que de misticismo não tem nada, é atuação real e maternidade universal. Estou me conectando muito com essa Mãe produtiva. Tenho me sentido a própria bruxinha, mergulhada nas ervas e poções. E como diz o ditado espanhol: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Vale ler o pequeno artigo da revista “Mente e cérebro” intitulado “Eu não creio em bruxas, mas...
A praticidade da modernidade e suas exigências acabaram por nos fazer adentrar num mundo de artificialidades, de um cientificismo exagerado e que alterou nossa rotina. Agora tudo se pretende mais rápido, prático e com pouco dispêndio de tempo. Tomar suco de caixinha serve como recurso até para a dona de casa que não trabalha fora. Esquecidos ficamos dos recursos naturais. Calmantes sintéticos substituindo o chazinho de cidreira. Estimulantes substituindo o chazinho de alecrim e vamos acrescentando na nossa corrente sanguínea uma enormidade de produtos químicos que destroem nossa imunidade. E depois ficamos surpresos pela quantidade de doenças degenerativas que vemos baterem em nossa porta diariamente.  Associado a esses processos de ingestão de químicas diárias temos um outro fator que abala a saúde física e mental, esse vilão é o stress nosso de cada dia. Como viver bem nesse emaranhado de caos?  Organizando-se! A falta de tempo é desculpa para não se tratar bem, arrumemos tempo para que possamos nos tratar bem, pois o tempo passa e o que você amealhar aqui, aqui fica.
Um pequeno espaço pode ser útil para um jardim, até mesmo no parapeito da janela dos apartamentos. Existem algumas ervas que a mulher pode e deve cultivar, são facilmente encontradas e exigem pouco de nós, é só regar e dar uma atenção especial, um bom papo com elas, aprendi isso com a minha mãe. Dou bom dia e boa noite as minhas irmãs ervas e digo como estão bonitas e verdejantes.
Usamos de todas as formas possíveis, chá, tintura, floral, sumo, colocamos na salada e no suco, spray para ambiente, além de resgatar o abandonado “banho de assento” tão utilizado pelas nossas sagradas femininas antigas, vi muitas vezes em minha casa essa prática com minha mãe. 
Escolhi cinco entre elas pois são fáceis de encontrar e de cultivar.
  • Sálvia – Existem vários tipos, muito aromática e poderosa. Utilizada em várias situações, gripes, resfriados, febre e é muito útil para amenizar as ondas de calor da menopausa e da TPM. Reza a lenda que a Sálvia cresce bem em casa de mulheres poderosas.
  • Alecrim – É um grande tônico, revitaliza, dá energia, muito bom para o cansaço mental, dá um UP a mulher no seu dia-a-dia. Além de ser bom para queda de cabelo, é bom para a memória, é tudo de bom.
  •  Erva Cidreira – Diferente do Alecrim, essa é para relaxar, muito boa para a TPM e alivia a cólica menstrual.
  • Hortelã – Além de ser deliciosa e perfumada, muito eficaz nas questões respiratórias, é potente para o trato urinário.
  •  Fortuna – Essa preciosa eu conheci a pouco tempo, também chamada Folha Santa, é uma erva coadjuvante de largo aspecto, ouvi numa palestra que até para o câncer é utilizada. É relaxante muscular, eficaz par o alivio da cólica menstrual, trabalho de parto e infecções ginecológicas. Aderi!

Recentemente estive em uma palestra no Jardim Botânico intitulada “Jardim Medicinal da Mulher”, cenário esplendoroso, com a médica ginecologista Lívia Carneiro muito voltada para essa prática das ervas, ela disse, entre tantas outras coisas que a mulher precisa de um tempo só dela e lembrou o belo poema de Cecília Meireles que coloco no final. Ilustro com a nova mudinha de Alecrim que chegou por aqui para alegrar a festa.
Vamos usar as ervas com carinho e amorosidade, cientes de que são apenas coadjuvantes de tratamento, da mesma forma que os remédios também o são, dentro do meu entendimento. Quando algo atingir seu corpo, faça a leitura emocional da situação, o que meu corpo está me dizendo? Que mudanças devo fazer na minha vida? Como estou me tratando? Estou respeitando meu ritmo emocional? O que está me causando desconforto é muito importante na minha vida? O que fazer? Por vezes apenas um bom mergulho interior e um dia de descanso podem realizar maravilhas.
Volto com outras ervas em outro post. O hábito de um chazinho no cotidiano deve ser resgatado e cultivado. Falei tanto que vou fazer um, que tal um chazinho?
Chuva de bênçãos para as sagradas femininas de todo o mundo e de todos os mundos e também vamos incluir os homens parceiros de jornada no sagrado existir.

LUA ADVERSA DE CECILIA MEIRELES

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...

domingo, 18 de outubro de 2015

GRANDES E PEQUENAS COISAS


Dia 13 de abril escrevi um post que intitulei PEQUENAS COISAS, nele eu falava de uma pessoa especial, Sr. Carlinhos. Hoje volto a escrever sobre ele. Acordei um pouco órfã, ele partiu antes de nós. Chegou seu tempo de pairar em outros ares e levar aquela alegria gostosa, aquela generosidade e vontade de fazer o bem. Longe estava de ser uma perfeição nos moldes clássicos, falava muito, reclamava, “bufava pra gente”, falava cutucando nossos braços, falava com o corpo todo batendo na gente, contava tudo com muitos detalhes, detalhes que por vezes queríamos dispensar do assunto, mas ele falava e falava, gostava de uma cachacinha quando mais jovem e eu sempre que viajava lhe trazia este mimo. “Esta cachacinha é para o Sr. Carlinhos. ” Cachacinhas de nomes exóticos que ele recebia com prazer. Não se importava muito com a aparência, sua esposa que cuidava de vesti-lo, senão saía de qualquer jeito. Quando eu lhe oferecia um chá, fazia cara feia e pedia para colocar açúcar, eu fazia uma palestra sobre tomar sem açúcar, ele ficava sorrindo e pedia levantando a xícara como se não tivesse me ouvido: - coloca aí um açúcar. Pois é, eu colocava.
Hoje o dia acordou cinzento, chuvoso, tristonho da sua presença física. Sei que é festa no plano espiritual, muitos amigos, familiares e queridos estão felizes por recebe-lo. Até a sogra gostava dele, e ela se foi e certamente estará lá recebendo carinhosamente esse genro de tantas décadas. Estou no meu recolhimento de saudade, prestando minhas homenagens e reafirmando para ele que terei imenso prazer se ele for uma das pessoas que vai me receber quando meu tempo aqui acabar, é claro, que desejo que demore. Vá em paz, meu querido, meu velho, meu amigo, lembrando a música tão conhecida, me despeço de você com lágrimas de alegria por ter tido a oportunidade de te conhecer.
Coloco o link do último post que fiz falando nele e a foto do último girassol que floriu no meu quintal para ilustrar.  http://teresaquintas.blogspot.com.br/2014/04/pequenas-coisas.html
Chuva de bênçãos para toda as famílias que oferecem seus amores para o Plano Espiritual que os recebe com tanto desvelo e cuidado. Namastê!

domingo, 23 de agosto de 2015

TERAPIA HOLÍSTICA: FLORAL – MANJERICÃO

“Nossa saúde física depende do nosso modo de pensar, dos nossos sentimentos e emoções. ” Dr. Edward Bach
A reflexão do Dr. Bach traz uma luz sobre a questão saúde/doença, nosso corpo está subordinado ao Espírito que nele habita, o nosso eu profundo, alma, ou seja, o termo que mais te agrade utilizar. Nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos indicarão os processos de desequilíbrio que geram as doenças. Nossa reflexão hoje vai para os florais.
A terapêutica floral é utilizada desde o antigo Egito para tratamento de questões emocionais. Dr. Bach foi o primeiro a sistematizar estes estudos e aplicação, a partir daí várias pesquisas e experimentações vem sendo feitos e uma quantidade significativa de adeptos e interessados por este assunto tem crescido a cada período. Compreendo que essa busca tem se baseado no momento histórico mais holístico em que vivemos.
Meu interesse pela inserção dessa ferramenta na minha atuação terapêutica tem como base o sucesso na minha própria utilização com os florais. A terapeuta Rosa Maria cuidou de mim com florais e eu senti a potência dessa terapêutica, agradeço a essa alma generosa e hoje tenho estudado, utilizado e visto a eficácia em meus clientes.
Os estudos com Clarice Lopes e Fernando Fratane foram decisivos para meu empoderamento neste sentido, sinto muita gratidão por estes dois mestres. Outros estudos vieram e os Florais brasileiros foram sendo meus alvos de estudo e experimentações.
Entendo que os florais atuam num nível mais profundo, onde o medicamento convencional não penetra, atinge a memória celular e as vibrações energéticas do corpo, psicosoma.
Hoje, vamos falar do manjericão, conhecido do nosso cotidiano, partícipe de muitas receitas culinárias, um molho pesto, com seu sabor singular, é do agrado da maioria da população. Na índia é considerada uma erva sagrada.
A ação dessa erva é ampla além da comida, tem efeito medicinal, o chá das folhas vai ser útil para gripes e resfriados além de facilitar o sono quando ficamos remoendo o dia e custamos a dormir. No site TSUM temos um artigo muito interessante sobre esse nosso amigo, intitulado: “É de cravo, é de rosa, é de manjericão...”como na canção popular que me levou para minha infância peralta e cantante.
Mas hoje nossa abordagem é Floral. A flor do Manjericão é uma espiga longa, delicada, decorativa e perfumada. A energia que demanda é de direção, sentido, harmonia. Quando ficamos desorientados o manjericão nos organiza. Se existe em nós um sentimento de teimosia, a generosidade dessa flor nos conduz a flexibilização, a observação do que está fora, favorecendo a possibilidade de minimizar o excesso de egocentrismo e falta de humildade. Essa flor é linda e singela, sendo o que é, e nós procuramos essa leveza para que possamos ser quem somos, empoderados de nossas potências com clareza e sem orgulho desnecessário. Nos faz sentir renovados e com os sentidos mais apurados.
Convido aqueles que não conhecem que se permitam a essa viagem como eu me permiti e se surpreendam com os resultados. Aqueles que já são adeptos poderão testemunhar os sucessos e todos ganhamos com mais uma possibilidade de tratamento complementar para nosso corpo e alma para que possamos transitar em nossa jornada evolutiva mais saudáveis, felizes e em paz conosco, com os outros e com o Universo.
Chuva de benção para todos meus leitores cativos e para aqueles que estão conhecendo agora minhas conversas despretensiosas carregadas de bons votos de saúde a todos e todas. Namastê!
"A Vida não espera de nós sacrifícios inatingíveis, ela apenas pede que façamos nossa jornada com alegria em nosso Coração e para ser uma benção para todos aqueles que nos rodeiam. Se nós fazemos o mundo melhor com a nossa visita, então nós cumprimos a nossa missão." Dr. Bach.  http://www.institutobach.com.br/site/


domingo, 21 de junho de 2015

CHATERAPIA: CONTATO COM A NATUREZA


A natureza sempre nos oferece recursos valiosos, e entre esses recursos figura o chá como peça chave. Sou uma grande apreciadora dos chás de uma maneira geral, é sempre um bom acompanhante com seus múltiplos sabores e cores. O lindo verde do capim limão, o rosado do hibisco, o amargo da carqueja e por aí vai.
Mas como e sempre bom poder ampliar conhecimentos fui estudar ervas medicinais. O poder dos chás é comprovado e milenar. O casal Fernando Fratane e Clarice Lopes com suas ervas medicinais, florais e numerologia movimentou e dinamizou minha prática terapêutica e minha aproximação com a Mãe Terra.  
Gosto de ser tratada e tratar com o que a natureza oferece. Parafernália química sintética me desagrada e até tintura de cabelo e esmalte de unhas tirei da minha vida. Não vai aí nenhum tipo de crítica para as belas e belos que pintam cabelos e unhas.Cada um tem que fazer o que seu poder interior manda. E as individualidades bioquímicas cuidam para que tudo fique muito bem. 
A natureza nos presenteia com o que presenteava nossos antepassados. E nossos nativos cuidavam muito bem de si e dos outros com ervas, cataplasmas, beberragens e práticas de Medicina Naturais que até hoje funcionam muito bem. Vale ressaltar que também aqui não vai crítica sobre as intervenções medicamentosas. Prefiro usar quando realmente são necessárias, afinal não vou usar exclusivamente chá nem floral para uma fratura exposta. Falo isso porque tenho treinado meu bom senso e cada situação exige um tipo de ação.  Ditadura de esquerda é tão ruim quanto ditadura de direita e ser rígido com preciosas informações mais afasta que agrega os mais resistentes. Rigidez não é bom nem para si mesmo nem para a convivência no mundo. 
Vou iniciar uma série de posts sobre esses remédios: os chás! E estou chamando esse tratamento de chaterapia, palavra que já ouvi aqui e ali.
Meu professor Fratane fez uma ótima distinção quando separa chá social de chá medicinal. Chá social é cultural e tem a função de recreação e divertimento, aí vale tudo, adoçar, usar de saquinhos, colocar leite a moda dos ingleses, comer com biscoitinho. Esses chás tem um objetivo específico e importante: alegrar o coração, aí fica ao gosto daquele que está usando. Já os chás medicinais tem uma forma específica de preparo e para estes quanto mais informação eu tenho, melhor eu aproveito seus princípios curativos. Esse santo remédio também possui algumas poucas contra indicações de acordo com a erva utilizada e a situação de cada um, portanto, fiquemos atentos.
É sobre estes que lançarei um olhar mais demorado com o intuito de esclarecer e conclamar a todos que aceitem essa aventura. Tem sido bom para mim e desejo socializar. 
Vale um esclarecimento inicial que é de extrema importância, e que meu passeio pela alimentação viva reforçou sobremaneira: a questão da vitalidade. É inegável que as ervas frescas tem um poder maior que as plantas secas, se plantadas e colhidas por você então é cura na certa. Mas nós fazemos o que é possível e nem sempre temos ao alcance das mãos um capim limão lindo e verdinho, uma hortelã aromática e deliciosa, um gengibre colhido na hora. Assim optamos pelas ervas secas. Fiquemos apenas atentos a procedência. Procuro comprar frescas e deixar secar a sombra quando possível, caso não seja, faço o que é possível e já compro seca mesmo. Evite criar dificuldades desnecessárias, o importante é começar do jeito que dá. 
Meu amigo Rodrigo, muito lindo, fez uma viagem a Minas Gerais e trouxe uma quantidade variada de chás que encheram minha despensa. Amei!  E meu outro amigo Eduardo trouxe saquinhos costurados a mão quando em viagem ao exterior. Pois é, ganho chás de presente e comemoro.  
Vou começar com um especial badalado e conhecido: hortelã. Essa erva aromática cai bem com tudo, tempera que é uma beleza, dá um frescor aos sucos verdes e é um chá fabuloso, para fazer uma xícara use 3 folhas se for fazer um litro para bebericar como água para aproveitar os benefícios, use 7 folhas, considere estas medidas das folhas médias, demais use o boom senso de que todos somos nutridos.
Nas suas múltiplas manifestações encontramos hortelã miúda, média, grandona e a aveludada hortelã Pimenta que aparece na ilustração.   Boa para refrescar o hálito quando mastigada. Geleia de hortelã é uma delícia. 
Vale trazer aqui a mitologia para dar um tom. Conta-se através do tempo que Plutão que era casado com Prosperine, deu uma pulada de cerca com Minthe, esta sofreu a fúria da esposa traída, que a transformou numa planta, a hortelã, um castigo perfumado afinal.
Já que estamos no passado, conta-me que os atenienses esfregavam as folhas de hortelã-pimenta nos braços para aumentar a resistência a doenças e mordidas dos pequenos seres da natureza que insistem em nos picar. 
Múltiplos benefícios dessa plantinha amiga, como gargarejo ajuda nas dores de garganta. Pode aliviar, também, picadas de insetos. Muito boa contra ânsia de vômitos O chá de hortelã de qualquer espécie é indicado para tratamento de gripes e má digestão, elimina toxinas, é um chá DETOX, ajuda a purificar o organismo, limpar o tubo digestivo, diminuir a temperatura do fígado, calmante e desestressante. Para fazer um sumo para anemia, verminoses, tensão nervosa, tremedeira. Macerar folhas, espremer e beber o sumo puro. Resumindo hortelã é tudo de bom. No quesito contra indicações, no livro "A cura que vem dos chás" de Carlos Alves Soares, existe a sugestões de que mulheres grávidas e que estejam amamentando evitem esse chá, ok, então, vamos evitar. Esse assunto continua, para meu prazer, com outras ervas e especiarias.
Chuva de bênçãos para todos os apreciadores de chás e bênçãos também para aqueles que ainda não sentiram esse prazer. Namastê!





segunda-feira, 15 de junho de 2015

PENSANDO NAS CRENÇAS

“Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo, empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz. ”

Numa sexta-feira dessas, fiz uma palestra que teve uma repercussão interessante. Num clima de bate papo descontraído revisitei umas crenças que ando questionando e que acabam por nos paralisar. Essa assertiva da dupla Joanna de Ângelis/Divaldo Franco no livro “Momentos de Saúde” figurou bem fortemente, visto o aprofundamento que apresenta.
Aqueles que de uma forma ou de outra apresentam natureza religiosa ou praticam alguma religião tendem a solidificar crenças que mais atrapalham que ajudam. O que não significa que outros tantos que sem religiosidade também não apresentem crenças limitantes, pois muitas vezes se coadunam com princípios conservadores, preconceituosos e restritos das liberdades individuais. 
Crenças limitantes é terminologia específica  que conheci na minha formação em Couching passeando pela PNL. Esses conhecimentos mudaram meu discurso. 
Afinal em que consistem estas crenças que te aprisionam e limitam? Louise Hay diz que é tudo que você ouviu ao longo da sua vida, na infância, adolescência e até mesmo na fase adulta. Você ouviu, nem sequer entendeu e como acaba ouvindo inúmeras vezes passa a considerar como verdade, por vezes inquestionável. 
Um exemplo pode ser a tão famosa fala "homem não presta", outra, “mulher dirige mal, tem que pilotar fogão".  Posso enumerar umas tantas que dariam uma dissertação ou pelo menos uma monografia. 
É importante que se faça aqui considerações com relação a estas duas em questão, são preconceituosas e sexistas e colaboram para o recrudescimento de uma guerra dos sexos que não favorece aos homens e nem as mulheres. Que enfatizam a falha e não a potência. Figuram em piadas e brincadeiras que se fazem distraídos sem perceber o que tem por trás. A carga emocional de rebaixamento de ambos os sexos, desconsideram as peculiaridades de cada um, transcendendo as questões de gênero. 
Outra crença limitante está de categoria religiosa, ensinando que para ganhar o céu deve se abandonar a terra.  Mas como? Onde estamos? Para ter futuro nego o presente? Pensar sempre no futuro próximo ou distante rouba o presente que acaba por não ser vivido e aproveitado causando frustrações incontáveis,
A crença de que temos que ser bons o tempo todo precisamos corresponder ao que esperam de nós cria doenças físicas e emocionais. Me calo, me comporto, obedeço, viro cordeirinho de um rebanho de pastores loucos por moral forçada. Aí adoeço, perco o viço e viro um ser infeliz, acorrentado beijando as correntes. 
É lindo ver o trabalho de missionários, Madre Tereza, Irmã Dulce, Chico Xavier, entre tantos outros, porém estas pessoas são como já enfatizei "missionários". 
Eu sou apenas uma pessoa transitando no mundo com minhas dores e alegrias. Minha "missão"" é correspondente às minhas potências, do tamanho de um botão. Mas é o que posso oferecer a sociedade. Minha conduta ética, perfeita do jeito que posso ser perfeita. Meio torta as vezes, egoísta, possessiva e voluntariosa, as vezes, tudo “as vezes”. Cada dia menos frágil porque cada dia sou MAIS. 
Estou aqui no mundo para me melhorar e cuidar primeiro de mim mesma, para que possa haurir forças para num futuro voltar com missões mais nobres. 
É injusto comigo mesma carregar o peso do mundo e me negar em prol do outro ou em prol de uma perfeição idealizada de mim mesma. Ainda não estou pronta para isto. Desejo investir em meu aprimoramento, autoconhecimento, prazer e alegria. Sem culpa, de preferência, por ser assim. 
Não somos responsáveis pelo aprimoramento moral ou pessoal de quem quer que seja, nem dos filhos, nem dos pais, nem dos parceiros fixos ou fortuitos, nem dos amigos, nem dos desvalidos. Você é responsável apenas por VOCÊ mesmo. Tenho usado como um mantra: "Eu sou responsável única e exclusivamente por mim mesma" 
Cada um escolhe seu caminho e sua rota. Suas orientações tem peso significativo no caso de filhos, mas as escolhas e o poder de decidir cabe a eles. Quando os pais decidem tudo e cercam de proteção asfixiante, criam filhos que serão adultos indecisos e sem autonomia. O que acaba gerando mais dissabor que sabor. 
Querer ser bonzinho sem estar pronto para isso é automutilação. Vive-se infeliz aguardando aprovação, reconhecimento e gratidão. E nem sempre vem, pelo contrário, quanto mais se espera mais afugenta estas dádivas que devem ser espontâneas.
A fala hoje conclama autenticidade, auto reconhecimento e verdade, quebra de paradigmas e nossas crenças.  Seja o melhor que puder ser, mas seja você mesmo sem se preocupar em agradar aos outros. Agrade a si mesmo se tratando muito bem e o Pai criador ficará muito feliz em ver seu esforço. Ele investiu em você e quer o sucesso absoluto da obra. O restante deixa que o tempo vai aprimorar cada dia mais.
Essa mandala que ilustra fiz no chá de bebe da Maria, uma nova irmã que chegou para alegrar nossos corações.
Chuva de bênçãos a quem se aceita como é, bênçãos também para aqueles que estão em processo de auto aceitação. Namastê! 



quarta-feira, 6 de maio de 2015

QUAL SUA FOME?

“Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?

Essa música hoje me seguiu, aceitei o convite, cantei e lembrei de algo que quero elucubrar. Chico Xavier, em sua passagem em nosso plano material, protagonizou inúmeros eventos recheados de lições. Histórias contadas pela multidão que o acompanhava e que coloria essas histórias a seu bel prazer.
Numa das passagens pitorescas contadas, esta eu ouvi algumas vezes, uma senhora em Uberaba, onde se fazia distribuição de sopa, estava na fila pela terceira vez. Os tarefeiros foram falar com Chico, pois ela já havia sido orientada sobre esse procedimento e ignorado completamente. 
Chico, vendo sempre as coisas de um angulo mais profundo que a maioria, olhou compassivo e categoricamente afirma:
 - Deixem-na, deve sentir mais fome que os outros.
Essa visão compreensiva causa ainda muito espanto, claro que para olhos distraídos como uma pequena senhora podia comer tanto, porém a fome que movia a senhora em questão não era a que nutre o corpo e sim uma mais intensa muito mais difícil de saciar. Essa fome é da alma desnutrida, faminta, sedenta.
Essa fome pertence a uma esfera de solidão, de abandono, de raiva, do ressentimento, de invisibilidade, que nem sempre é fácil perceber, mas que pode, inclusive, levar a obesidade ou as doenças de variados tipos.
Chico tinha uma percepção para além da matéria, era capaz de perscrutar esferas mais sutis, e vendo com os olhos que a terra não desintegra, ele detectou a fome da velha senhora e motivou, com a simplicidade de sua resposta, a todos a trabalharem a atenção para o que não pode ser visto com os olhos rígidos das regras e procedimentos.
Essa historieta nos toca e nos remete a nossas fomes. Num dia carente senti uma fome especifica de bolo de fubá com café com leite, ok, vamos atender aos apelos do desejo, quando a primeira garfada chegou a boca eu imediatamente entrei no clima do crítico do filme “Ratatouille” e me vi transportada no tempo, onde o bolo era oferecido com tamanha amorosidade pela minha mãe que era capaz de curar até dores, e ai sim pude compreender que não era fome o que eu sentia, era carência materna, havia um buraco emocional desejando ser tampado, e essa clareza me foi útil  naquele momento. 
A armadilha é  não perceber e “emburacar” na comida como compensação de afetos não supridos e ganhar de presente “trocentos” quilos mal vindos. 

"A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida.
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer."

Os Titãs cantam e todos concordamos fazendo coro. Queremos para além da comida. Queremos vida, sabor, arte, amor, diversão, prazer, alegria, delícias de variados matizes.  
Queremos, desejamos muito e merecemos tudo de bom. Acredito piamente nisso.
E quando esse tudo de bom não acontece como queremos é imprescindível que nos envolvamos numa análise profunda, e possamos ver com olhos mais atentos à exemplo de Chico. 
Algumas perguntas poderosas, bem metodologia Coaching, podem ser feitas para nós mesmos. Responda de preferência por escrito pois é uma boa via de materialização desse desejo. Vamos lá:
1. O que me move em direção a esse desejo? Vai fundo nessa questão, use de sinceridade, verdade e seja 100% você.  Escreva e queime depois de ler se for muito tenso ou impublicável.
2. Esse desejo é meu mesmo ou penso que quero porque todos querem? Quem mais quer o mesmo que eu? Todo mundo? Esse povo do mundo nem sempre está muito certo do que quer. E eu sou eu dento de mim.
3. Já empreendi TODOS os esforços (financeiros, emocionais, atitudinais) possíveis para ir em direção ao meu desejo? 
4. Já declarei e deixei explícito meu desejo para o Universo? 
5. Me sinto merecedor ou merecedora desse desejo atendido? 
6. Já me visualizei como alguém que já tem esse desejo atendido? Como me sinto tendo o que almejo?
Muitos de nossos sonhos e desejos nem são reais e sinceros. Vá fundo nas respostas e depois trace planos de ação para a concretização, caso você ainda deseje a mesma coisa depois de responder a estas questões. E se houve necessidade de refazer cálculos e reorganizar planos continue escrevendo.
Sonhe, mas não fique na esfera dos sonhos nos braços de Morfeu, parta para a ação. Mas depois de ter se envolvido por inteiro, esse sonho ainda correr de você, aí sim é hora de sonhar diferente, algo mais plausível, mais adequado, mais real. Aceite o não do Universo e siga em frente sem lamentações com novos sonhos e projetos. Pode chorar e se lamentar, é legítimo, mas que seja rápido, a vida te espera com novas fomes, novas sedes e novas possibilidades de ser feliz. 
Ilustro com tomatinhos cerejas recheados com queijo de castanha de caju e trigo germinado, estimulando o desejo de comer algo belo e bom.
Chuva de bênçãos ao som da música de hoje: COMIDA para todos nós.