quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sobre escolhas e monstros que habitam em nós...

Zapeando em frente a TV, refastelada no sofá, a vizinha canina com a cabeça em minhas pernas em um soninho abusado, cena pitoresca de nada pra fazer, tendo um monte de coisas querendo minha atenção, mas... eu me permitindo fazer nada ...
Licença poética de vida prática de quem trabalhou muito e continua trabalhando...  nos quase sessenta anos se permite ficar sem culpa no sofá... Domenico de Masi me apoia teoricamente... pois é... Nesse ócio criativo, encontro um seriado desses mil que existem, sobre crimes e formas criativas para soluciona-los. Um agente muito sagaz recita  uma boa tirada que atribui a  Stephen King: "Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem."
Mas não é que é? Fiquei olhando para o teto esquecida da solução para o mistério do filme. Tudo está mesmo dentro de nós, a nossa realidade vivida é construção total pessoal, uma ínfima parte pertence ao mistério... as Leis insondáveis que repousam no Cosmo... mas o dia a dia é inteiramente de responsabilidade nossa... essa certeza é, por vezes, assustadora... muito assustadora, embora bela e estimulante. É como andar de montanha russa, gostoso mas dá frio na espinha. A vida se assemelha a montanha russa, repleta de altos e baixos.
A construção pessoal a que me refiro tem relação com a faixa vibracional.
Vibro em uma frequência tal que atraio o que também vibra nessa frequência... por isso repetimos erros e atraimos situações muito parecidas para nossas vidas.
Se vivo uma situação abusiva em alguma área da vida, vou acabar atraindo outras situações abusivas. Legitimamos o que recebemos.
Se vivo escassez atraio escassez, se sinto/ recebo inveja, vejo-me sempre nessa situação. Só existe na nossa vida o que permitimos e aceitamos. A questão é abandonar o vitimismo  e assumir as rédeas da própria vida. Se não estamos bem, pronto... podemos virar a mesa e viver as consequências que advêm dessas novas  escolhas. Posso mudar sempre que desejar, sou construtora de meu próprio destino. Todos somos...
Uma coisa eu aprendi mesmo e uso na minha vida: quando saio de algo negativo e me acolho e valorizo, me potencializo e me amo, dá uma virada na vida que atraio exatamente o que estou oferecendo para mim.
É enganoso o paradigma de que temos que esquecer nossas dores, cuidando das dores alheias. Nós NÃO esquecemos nossas dores. Nada é jogado embaixo do tapete sem sequelas. Podemos sim cuidar do outro a moda  do deus  Quiron, o curador ferido, que na mitologia representa aquele que cura os outros com os estudos advindos da busca da sua própria cura. O que se busca na verdade é  nossa própria cura...
A dor está lá e precisa ser cuidada, se não for, vai  inflamar,  arder, doer e te impossibilitar. Portanto, se conhecer  é fundamental para se cuidar. cuidar do outro também é auto curativo.
A frase de Stephen King fica tilintando na minha cabeça : Monstros são reais e fantasmas são reais também... ui!
Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem... ui duplo.
Canto pra relaxar: "Nós somos quem podemos ser.. Sonhos que podemos ter... Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão...Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção". Pensando bem, essa música não relaxa, ela faz pensar também... ando pensando muito... canso de pensar... as vezes... as vezes sim... as vezes não... penso... penso com prazer...
As vezes os monstros vencem e as vezes os ventos erram a direção... temos em nós um emaranhado de pensamentos e sentimentos, nem sempre nobres e gentis. Esses também devem ser acolhidos e compreendidos, esses também somos nós. A aceitação é condição para a transformação. Essa aceitação do lado sombrio em nós, nos leva a aceitação do lado sombrio em tudo que há. Mas como a luz sempre dissipa as trevas, se os monstros venceram hoje, perderão amanhã para o divino que habita em nós e em todas as criaturas.
Chuva de bênçãos para o acolhimento pleno do que habita em cada um de nós, que os monstros possam vencer cada vez menos.


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sobre o tempo de cada um


"Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos...
Tambor de todos os ritmos...
Tempo tempo tempo tempo...
Entro num acordo contigo."

Como se entra em acordo com o tempo? Trabalhando a aceitação e se focando no poder do AGORA? Imagino serem essas as respostas, enfim...
Lendo "Renovando atitudes" pela terceira vez, me deparo com o capítulo "Tempo certo". Li, reli e fiquei aqui matutando... muitas leituras me capturam e fico eu, envolvida em divagações... algumas vezes socializo através dos posts,  outras vezes ficam só pra mim, aumentando meu acervo de considerações íntimas
A finitude tem um que de angústia e desafio, e o tempo certo é uma provocação da sabedoria do Universo... nunca se perde tempo, ganha-se  a experiência do vivido...do bem vivido... do mal vivido...
"Na vida, não existe antecipação nem adiamento, somente o tempo propício de cada um." Diz Hammed, pois é... essa percepção é dolorosa, então... está tudo certo ... cada um fazendo seu melhor dentro das suas capacidades e possibilidades. A questão é: vamos evitar a dor, pois tudo passa... mas ficam as lembranças e a possibilidade de aprender as lições do tempo. Resignificar!
E Hammed continua incomodativo: "Quem  não  quebra  a  noz,  só  lhe  vê  a  casca”.  Mas para  “quebrar  a  noz  é  preciso  senso  e  noção,  base  e  atributos  que  requerem tempo  para  se  desenvolverem  convenientemente."
Fica a pergunta:  como anda nosso senso e noção? Por vezes me entendo muito sem noção.
Criamos expectativas e nos prendemos a crenças que nos amarram e não respeitamos o tempo, elemento precioso, professor criterioso, nem sempre generoso aos nossos olhos infantis...
E vem me incomodar novamente esse texto que agora guardo na estante para fugir dele. Peguei "Calvin e Haroldo" e amanhã penso mais sobre esse assunto, agora quero rir e dormir... Boa noite pensamentos inquietos...

Dia seguinte... perdi o sono as 4 da manhã e o conceito de tempo martelava minha cabeça...
"Todos os dias quando acordo... Não tenho mais o tempo que passou... Mas tenho muito tempo...Temos todo o tempo do mundo..." cantarolo mentalmente  na madrugada.
O tempo se incumbiu duramente de  me ensinar a não apressar os acontecimentos. Hoje ando atenta ao tempo de cada um e ao meu próprio tempo.  Me esforçando para entender que o tempo mais precioso está no agora. Que o passado pode produzir saudade ou angústia e o futuro, medo e ansiedade.
Cada um precisa caminhar dentro de seus próprios passos. Meu caminhar é exclusivamente meu, não tenho como comparar, não tenho como exigir, entendo que o tempo de cada um é o tempo de cada um, simples assim... treinando o olhar mais generoso e compassivo. Treinando a tão famosa e desejada paciência para comigo e para com os companheiros de jornada.
No belo "Cântico negro" lembro: "Só vou por onde me levam meus próprios passos". Cada um segue seus passos historicamente definidos pela sua trajetória pessoal... alguns com passos de  elefante, outros de formiguinha, mas o caminhante vai... dentro de seu próprio tempo. Com resistências, insistências, dores e prazeres, vamos assim indo no tempo de cada um de nós.
O assunto não termina por aqui pois o tempo segue seu curso ininterrupto...mas eu paro por aqui mesmo, respeitando meu próprio tempo...
Chuva de bênçãos  para todos os seres que estão imersos na sabedoria tempo, pois que é a humanidade inteira...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sobre supérfluo e necessário...

Afinal o que é necessário para ser feliz? Apenas o necessário? Seria se fossemos mais maduros, mas... ainda necessitamos do supérfluo para dar colorido a vida. E se o supérfluo te colore, supérfluo é necessário...ainda... afinal somos seres em evolução, construindo-nos... não dá para forçar a natureza, acaba sendo auto desrespeito, o que é bem ruim.
Acho lindo quando vejo um desapegado total. Em 2015 um dos homens mais ricos da Índia renunciou a sua fortuna para seguir uma vida espiritual de TOTAL austeridade. Bhanwarlal Doshi criou um império empresarial milionário, tornou-se monge e sentiu que isso era o necessário. Doshi era casado e só usava roupas de luxo, agora será celibatário, usará apenas uma túnica e caminhará descalço. As festas suntuosas darão lugar à meditação e quase toda a sua fortuna será doada para obras da religião. Não foi uma decisão tomada repentinamente, motivada por alguma crise mental ou moral que o empresário teria sofrido. Na verdade, ele passou décadas pensando em abandonar sua riqueza e entregar-se à espiritualidade, discutiu seus planos com sua família que, no início, rejeitou a ideia. Ele levou 3 anos para convencer seus queridos, mas, no fim, foi iniciado como monge em uma cerimônia apoiado por todos: “Estamos orgulhosos dele. A honra e o respeito que ele recebeu quando anunciou sua decisão é algo que precisamos ver para crer”, disse seu filho, Rohit, ao jornal. Amei  Doshi desde que  o vi com sua careca resplandecente e sorriso tranquilo.
Mas... esse é um caso, entre vários, de pessoas que já evoluíram o suficiente para ter clareza do que é necessário.
Sei que a evolução é constante e ininterrupta e estamos todos nessa trilha, mas com a morosidade ou rapidez de cada um, velocidades diferentes para diferentes tipos de pessoas. Isso também é respeitar a diversidade. Sem crítica para quem aprecia o luxo, se puder e quiser, tenha o luxo enquanto ele ainda é necessário.
Gosto da abordagem lúcida de Kardec, que leio com gosto: "O limite entre o necessário e o supérfluo nada tem de absoluto. A civilização  criou necessidades que não existem no estado de selvageria, e os Espíritos que ditaram esses preceitos não querem que o homem civilizado viva como selvagem. Tudo é relativo e cabe à razão colocar cada coisa em seu lugar..."
Muito claro e respeitoso,  a razão colocará tudo em seu lugar. Agora... nós... um pouco desarrazoados necessitamos de um supérfluo mesmo conscientes de como é fugaz o prazer...
Não é necessário que eu vá a Buenos Aires pela quarta vez, mas é bom...
Já tinha o livro "A hora da estrela" da minha Clarice,  mas no meu aniversário ganhei a nova  edição com manuscritos, fiquei muito contente com esse supérfluo que manuseio com alegria quase infantil.. .
Tenho muitas echarpes mas sempre que ganho uma, fico feliz...
Mas dividir o supérfluo faz-nos  treinar o dividir, para que todos tenham um pouco também... é exercício interessante e rende pontos na elevação espiritual.
Arrumar os armários, tirar o que não usa mais, é tarefa interessante, observar que pode ser necessário para alguém alarga os horizontes do compartilhar. E compartilhar é muito bom para quem dá e quem recebe. Alinha a dinâmica da abundância do dar e receber...
Chuva de bênçãos para todos e todas que estão conectados com a abundância divina, trabalhando o necessário e o supérfluo em suas reflexões filosóficas. Chuva de bênçãos para a humanidade inteira. Sempre...

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Quem sou eu no aqui e agora?

Acordo, abro os olhos e sorrio, mais um dia para a experiência incrível da vida. Hoje, agenda tranquila, posso ficar mais um tempo na cama, espreguiçando devagar, puxo a  manta e me enrolo mais um pouquinho. Estou totalmente acordada mas querendo ficar ali, está quentinho, gostoso. Só curtindo..  sou eu essa relaxada curtindo fazer NADA? não lendo, não escrevendo, não pegando o celular,  NADA, curtindo o momento presente, que é um presentão com laço de fita...
Quem é essa pessoa? Respirando.. me movendo no embalo de ter esse privilégio... que hoje me permito... estar aqui no AQUI e AGORA... só isso...
Cerebral chega de mansinho...Um alienígena tomou meu corpo? Essa sou eu? sem a culpa judaico cristã me mandando fazer algo útil... mas estou fazendo algo muito útil, estou me vivendo.
Ana Paula, minha amiga, sempre fala algo que penso ter bebido em Clarice:  "descansando de ser... " até faço isso, vendo coisas bobas na TV, lendo histórias em quadradinhos, mas hoje, estou realmente descansando de ser,  SENDO..
Li com a mente racional o bombástico "O

poder do agora" de  hoje eu estou percebendo que entendi... estou sentindo uma alegria indizível só sendo eu, mais nada...Está tudo perfeito e completo...
Fico buscando explicações, minha mente acadêmica insiste nisso,  é a terapia, a acupuntura, o Chi Kung, as ervas e florais, a idade  (rsrs)...mas só que é a combinação de tudo isso, junto e misturado, trazendo um jargão popular. Sou herdeira do meu vivido...
Claro, estou aqui relatando meu ócio criativo e Domenico de masse deve ser citado agora. Já sai do meu encontro comigo mesma,  estou no racional, mas diferente, inteira numa inteireza potente...sinto meu corpo, pulso o períneo, abro a boca em bocejo, estou aqui TODINHA... com qualidade... um estado de gratidão me envolve... Sou só reticências preguiçosas...
Ilustro com um momento desses de curtir o aqui e agora, no mato, que é meu lugar preferido do mundo inteiro...
Chuva de bênçãos para todos e todas que estão conectados com o momento, bênçãos também para quem não está... afinal, abençoo todos os dias a humanidade inteira...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Se eu tivesse asas...

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." canta Caetano e Brenna minha cliente amiga declama, eu fico com isso na cabeça..
Hoje estou na delícia, vendo zapeando com o poder do controle remoto na mão,  quem mora com outras pessoas sabe como esse poder é bom.
Vejo um filminho bobo, água com açúcar, gosto... Minha linda amiga Ana Paula diz que as vezes é bom "descansar de ser", é  isso que se faz vendo esses filmes. A história é de Alex, menino rico e cego que sonha em participar do time de corrida da escola. Fica amigo de Brad, um rapaz pobre todo revoltado, que  corre bem para fugir da polícia, pronto, formou...eles dois juntos, enfrentam preconceitos para participar de uma competição, além dos dramas familiares típicos do cinema. No final todos felizes. Também fico feliz... Relaxo em frente a TV, lendo os créditos, pensando que o melhor foi o título " Se eu tivesse asas".
Pois é...e "se eu tivesse asas?" Pergunto para mim refastelada no sofá azul. Hoje voaria para Buenos Aires, gosto de lá, é meio bagunçado como o Brasil, se fala espanhol como a minha mãe,  aliás domingo é dia das mães, sinto saudades, acho que agora,  escrevendo "se eu tivesse asas" voaria para esse colinho quentinho...
"Se eu tivesse asas..." faria coisas que não fiz e repetiria o que fiz bem... ah tomaria mais lanche na Colombo com meu amigo Gilmar, agora ele toma lanche em outras paragens... sinto saudades... falávamos tudo um pro outro entre mordidas e risadas.
Entendo que hoje estou saudosista, tá bom também... Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."
Mas volto para as asas da imaginação. "Se eu tivesse asas..." abençoaria a humanidade inteira com chuva de lantejoulas coloridas para que todos pudessem sorrir, pois sorrir traz cura benéfica para o corpo e para a alma... sorrir é pura luz!
"Se eu tivesse asas..." sairia por aí falando com todo mundo, mas... ei... já faço isso...
"Se eu tivesse asas..." voaria por aí cantando aos quatro ventos que o poder está em nossas mãos e que cada um é responsável pela vida que vive e pode fazer diferente se quiser, se quiser...
"Se eu tivesse asas..." quantas fantasias poderia viver... Mas eu tenho asas, asas em potência, afinal um dia serei anjo...
Chuva de bênçãos neste lindo mês de maio para todas os seres mágicos (todos nós) que habitam esse planeta azul.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

SOBRE O PODER DA PALAVRA

"As palavras tem a leveza do vento e a força da tempestade." Ah, Victor Hugo, quanta sabedoria! Muito poderosa a palavra, capaz de atrair bênçãos e maldições, alegrias e infelicidades, valorização e menosprezo. Quanto poder...
Bate papo de pessoas com verdes nas mãos, minha hortelã pimenta e o funcho delicado conversavam alegremente com o eucalipto e a parietária de uma outra jovem senhora, que lá estava, como eu, comprando ervas. Mais uma amiga da natureza. Nunca nos vimos, mas para o incauto transeunte, pareciamos velhas comadres com matos nas mãos. E o tema da conversa era a palavra. As boas palavras e os palavrões. Nossas falas carregam grande peso simbólico. "Atenção ao que diz, pode se tornar realidade". Ui! Riamos balançando uma Arruda com seu cheiro pleno de  personalidade.
A palavra é o que faz acontecer, e se inicia no pensamento... Nada sai da boca, que de uma forma ou de outra, não  tenha passeado na mente e sido influenciada pelo sentimento, saiu a palavra indevida... Não quis dizer isso, pode-se afirmar, porém lamento, mesmo não querendo, falou o que pensou. Saiu mal, tropeçou na elegância ou na delicadeza. Mas só  saiu porque pairou no imaginário, estava lá... Muitas vezes nem desejamos que ali esteja, mas...
João 1:1 diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." VERBO é  palavra que faz acontecer, que tudo cria, é a ação. Daí seu poder. Poder divino...Poder do divino em nós, muita responsabilidade, concluo com um sorriso amarelo.
Há energia em tudo o que existe e essa vibração também é sonora. Se ouça, preste atenção ao que diz sobre si mesmo e sobre os outros, se surpreenderá com a quantidade de coisas tolas que falamos sem pensar. E isso está construindo a nossa realidade. Fiquei mais atenta e estarrecida comigo, já me peguei me auto criticando com duras palavras. Precisei respirar fundo para não trazer mais peso para minhas costas, afinal, estou em processo de construção, ainda dou umas boas "vaciladas", mas... vou me organizando e ando só falando bem de mim e escolhendo ver o melhor nos outros para que de mim, só saiam bênçãos, conto com a sabedoria do tempo, que está sempre a nosso favor...
Entendendo agora, mais claramente, meu poder de mudar minha situação, para melhor e as vezes para pior, que é o que não ando querendo fazer. Só quero abundância e amorosidade!
Recorro a outra passagem bíblica  “Disse Deus: Haja luz; e houve luz". Forte! Pois é... faz  acontecer, tá lá nas escrituras sagradas, portanto, cuidado com ela. Traz luz ou escuridão... A decisão é nossa!
Como fiz algumas citações bíblicas e não quero me indispor com minha nova amiga Giovanna, que se declara despudoradamente ateia, cito Jean-Paul Sartre que escreveu um livro exclusivamente sobre palavras, numa autobiografia cultural, seu ateísmo histórico e inspirador nos traz a mágica dialética das palavras que se transformam em chicotes certeiros. Teistas e ateus se dão muito bem, quando abaixam a espada e entendem que a grande beleza do mundo está exatamente em sua diversidade...
O princípio do poder da palavra é foco de estudo mais aprofundado e científico na PNL:  Programação Neurolingüística, que estuda os padrões programados por nós mesmos, criados pela interação entre o cérebro, a linguagem e o corpo.
Lança olhar criterioso sobre como o cérebro é e como a mente funciona, como criamos nossos pensamentos, sentimentos, emoções, linguagem e comportamentos de forma intencional...ou não. A química do corpo responde e as vibrações do poder do Universo cuida do restante...
Conscientes disso podemos reprogramar nossas estruturas. Bom saber isso para ficarmos atentos. Somos sempre responsáveis por nós mesmos, exclusivamente por NÓS mesmos.
Joan Manuel Serrat traz pura poesia na linda  sonoridade espanhola, língua de "mi mama": "Caminante no hay camino...se hace camino al andar..." Construímos o caminho andando, fazendo,  FALANDO...cuidemos mais da palavra. Algumas trazem peso simbólico negativo. Quem sempre traz para a boca palavras de derrota, atrai para si a própria derrota. "Quem planta vento colhe tempestade" diz o dito popular. Ando atenta...sugiro que façam o mesmo... Juntos somos força, força essa capaz de mudar o mundo, acredito piamente. Que de nossos lábios saiam sempre palavras de gratidão e prosperidade, para que, dessa forma, possamos atrair boas vibrações e abundância divina.
Chuva de bênçãos para todos e todas que estão cuidadosos com o que sai da sua boca, sejam abençoados também os pessimistas e os que usam a palavra como instrumento de dor, contra si mesmos e contra os outros, estes sim precisam de muitas bênçãos.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sobre fazer o SEU melhor...

"
Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio..." diz  Heráclito e continua filosofando: "pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou." Pois é...
Esta semana lembrei  de um bate papo de shopping,  essa lembrança serviu de base para nossa conversa de hoje, e nos trouxe o  obscuro pré-socrático pensador Heráclito.
Falávamos sobre a nossa impossibilidade de fazer melhor quando só podemos fazer o que fazemos.
A questão do rio me vem a mente agora. O rio vai passando...
Naquele momento no shopping eram pessoas se auto  admoestando... a auto crítica imperava na conversa. Afinal todos nós, de uma forma ou de outra "mandamos mal" quando em vez... De repente, percebendo o desânimo que começava a imperar, digo, desse meu jeito intempestivo: - Pode parar! Nós fazemos o que "dá pra fazer", ainda não somos anjos. Todos rimos e resolvemos parar com o auto julgamento e condenação certa.  
Seria arrogância de nossa parte exigir dos outros e de nós mesmos, ações ilibadas, na medida que ainda estamos construindo esse nosso melhor. Afinal o rio passa com suas águas turvas pós chuva, mas depois vem límpido como raios de luar... nós também, como o rio, temos nossos dias luarizados e dias trevosos.
A chave é trabalhar o perdão, principalmente o auto perdão. Se não focar primeiro em você, se perdoando sinceramente, ficará sem estrutura para sustentar o perdão ao outro. Será superficial e frágil.
Durante meses fiquei ruminando uma atitude minha que não foi das melhores. Mas de acordo com a situação e o contexto, eu, na  minha espanholice paraibana, não poderia agir diferente. Fui provocada e respondi como podia naquele episódio: fui Eu! Poderia ser melhor? Sim! mas não consegui ser...Depois que assisti ao "Encontro com Gasparetto 15 - Culpa" comecei a me liberar desse desconforto, mas levou tempo.... Fiz o que fiz, falei demais,  zanguei e reclamei e pronto, fui eu, fazendo o que podia fazer naquela situação e naquelas circunstâncias. Mas foi difícil me perdoar, ando cuidando de mim com carinho, pois a culpa faz muito estrago... Faz você não se sentir com merecimento para nada. Sem contar que Louise Hay atribui as dores em geral a esse processo auto culposo. "Perdoa que a dor passa", afiança a sábia senhora.
Acredito no poder da mudança e da dialética  como enfatiza o rabugento Heráclito com suas máximas do "tudo flui". E flui...Procuro ser cordata, gentil e simpática mas... nem sempre dá pra ser "fofa"...as vezes também sou rabugenta...
Sugiro hoje Floral de Manacá cheiroso, interessante para limpar o que está nos consumindo em nossa mente. Limpando e abrindo espaço para o novo... seu poder interior, o seu melhor...
A questão é fazer o SEU melhor, não o melhor do vizinho, nem do amigo, muito menos dos ícones da virtudes... ainda não dá pra mim... e também não para uma grande parte das pessoas que convivo. Somos todos andarilhos na estrada da melhor forma de ser...
Mas não somos os mesmos do passado e fazemos diferente sempre que conseguimos...
Claro que quando olho para trás vejo que "Se fosse hoje..." mas não era hoje, era aquela época em que lancei mão dos recursos que dispunha. Recursos possíveis sendo tecidos a cada dia, fio a fio...
Quando nos culpabilizamos, abrimos brecha, além da culpa,  para a tristeza e essa tristeza do mal feito do passado, pode nos tirar a alegria de viver e a possibilidade da mudança. Então, digo para todos nós, parafraseando modernamente o grande Jesus de Nazaré: Eu não vou te condenar, vai nessa, e vê se "manda mal" menos vezes... ok ok!!!! "Podexa" Vou me esforçar.. 
Ilustro com olhar da minha cidade:  Niterói. São Francisco é uma delícia, até o nome lhe cai bem...
E é óbvio que nos esforçamos, caímos tantas vezes no mesmo buraco que aprendemos, a duras penas, a contornar o buraco, que não tem culpa também de ser buraco, é o que é...
Xi, estou demais hoje na filosofia.... mas tudo bem, é o que dá pra ser hoje...
Chuva de bênçãos para todos nós com nossa capacidade de mudança, para nossa capacidade de auto absolvição e principalmente pela nossa insistência em viver...viver bem...apesar de...