quarta-feira, 8 de março de 2023

Chega de ser guerreira - Quero ser Diva


 É um fardo muito pesado esse:

"Tem que ser forte"

Se permita ser vulnerável, chorar e borrar o batom.

"Tem que estar arrumada, sexy e sorridente.

Se permita ficar de pijama, com chinelão, comendo doce de colher.

"Tem que aguentar o tranco"

As vezes o tranco é intenso, Permita-se pedir ajuda.

"Tem que fazer jornada dupla, tripla. Arrumar a casa, fazer comida."

As tarefas da casa devem ser divididas, simples assim, experimente.

"Tem que casar " - não tem 

"Tem que ter filho" - não tem

Tem só se quiser e precisa ter certeza de que isso vem de dentro e não de fora daqueles padrões externos que nos aprisionam. 

Enfim...

A guereira virou Diva...

A Diva ex-guerreira trabalha suas dores e entra em contato com suas emoções, vive a autenticidade do sofrimento e se modula feminina ou não, mas decidida, fecunda na criação do seu auto encontro. 

Às vezes assusta, pois dualidade é marca, mas ama com profundidade, com verdade e paira no mundo com sua armadura transformada em esperança.

A Diva ex-guerreira sente desejo de recolhimento e silêncio para se harmonizar, para trabalhar suas dores profundas, isto leva tempo.

Ela se volta para si, para lamber as feridas, para arrumar a mente buscando o autocuidado, o auto encontro, o autoconhecimento. 

Quando era guerreira resistia, mas agora fecha os olhos e deixa o bálsamo do auto carinho percorrer seu corpo dolorido e se sente autêntica.

A Diva ex-guerreira quando muito ferida, chagas abertas, espada quebrada, se entrega ao cuidado dos afetos, que tratam das suas feridas com óleos perfumados do acolhimento, da gentileza, do desvelo. Ela sorri e agradece.

Permitir ser cuidada é um exercício de disponibilidade. 

Que venham muitas oportunidades dessa permissão.

Afinal agora a Diva se conecta com seus sagrados espaços de auto amor.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Vemos e Ouvimos o que queremos ver e ouvir

Vemos e Ouvimos o que queremos ver e ouvir, nem sempre o que realmente foi visto ou ouvido.

Distinguir entre realidade e fantasia nem sempre é tarefa fácil.

O que pertence a dinâmica da realidade que não é atravessada pela imaginação?

Uma grande parte das pessoas é regida pela subjetivação, pelo que percebe mais do que pelo que vê ou ouve. Tem gente bem objetiva e que mesmo assim desfoca a realidade, criando um mundo mais pragmático do que pode ser.

Nossa mente é um emaranhado de pensamentos, muitas vezes desconexos, que beiram o trágico. Chavões como "o mundo nunca esteve pior" é um exemplo disso. Como assim? Nunca esteve pior? Ah... esteve sim. A escravidão era legítima, a  mulher não podia nem sequer assinar um documento, gays eram vistos como doentes, portanto o mundo já foi pior sim. 
É claro que ainda existem situações como os exemplos descritos, porém não entram no rol "a vida é assim", já nos atordoam e nos causam desconforto.

Os mais jovens já estão entrando num mundo mais inclusivo, os caminhos já foram abertos a duras penas pelos mais velhos, me incluo nessa categoria de ter sofrido situações para abrir portas para o futuro, afinal nunca fui muito convencional.

E que esses mais velhos não digam "no meu tempo não era assim" pois o tempo de cada um é o momento que está sendo vivido. Sofri bulling na adolescência, quando essa palavra nem existia,  era mais alta que as meninas da minha idade e usava óculos,  aff... os jovens conhecem o xingamento "girafa", "quatro olhos"? Penso que não, era muito bulling normalizado, diferente de hoje.

E a mídia noticiando aquilo que era vivido na surdina? Isso faz o mundo "parecer" pior. O cuidado importante nesse momento é filtrar o que vemos e ouvimos e perceber que por trás da notícia tem alguém carregado de subjetividade.

Ganhos e perdas se manifestam em todo tempo, o que vai definir a tranquilidade ou o desespero é a lente que coloco para enxergar.

Aí vem mais  reflexões, pois sem elas onde estaríamos?
Qual lente você tem usado? 
Essa forma de ver o mundo está agregando ou desagregando? Que ferramentas você está utilizando para minimizar os impactos do mundo externo em sua vida íntima? 
Como você está se tratando?

O mundo externo reage ao mundo interno, seu olhar sobre você influencia o olhar de fora para você. Já percebeu que existe mais potência em você do que você manifesta?

Se podemos escolher como vemos e ouvimos, faremos agora, não depois, não quando o mundo facilitar, pois ele não vai facilitar, faremos AGORA uma higiene em nossa forma de olhar, primeiro sobre NÓS, nos acolhendo, entendendo o que nos trouxe até aqui e transformando o que for possível, aceitando o que não for. 

Gasparetto filosofava, em seu jeito de terapias de choque, dizendo que o mundo te trata como você se trata. Então...Segundo esse jeito de olhar, adeus ao vitimismo.

Trago também Louise Hay sempre, você é 100% responsável por tudo que acontece com você, se não encontrar respostas nessa vida, consideremos outras existências e se isso não for possível, encontre outras formas de olhar. Só não se prenda em desculpas esfarrapadas que te impedem de viver melhor. 

"Levanta, sacode e poeira e dá a volta por cima" pois até para a morte tem remédio: a nova existência que virá.

Reservo-me o direito de pensar desse jeito, hoje, amanhã não sei como vou pensar....

Sintam-se recebendo bênçãos de paz. Eu abençoo vocês hoje, Deus abençoa todos os dias.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

VOE AGORA

Os pássaros do céu não semeiam, não colhem nem armazenam diz Mateus, mas... voam, voam longe e ligeiro. Esse é o ensinamento maior que captei, a mobilidade, a ação.
Ajuda-te que o céu te ajudará, AJUDA-TE, portanto, aí está a lição.
Muitas vezes a ação está bloqueada por crenças limitantes, paralisias do pensamento, coisas que acreditamos e que impedem nosso vôo.
É imprescindível ir fundo nessas crenças arraigadas, detecta--las, compreender que, por vezes, elas tem raízes profundas. Trabalhar a aceitação e estabelecer plano de ação para redefinir a rota.
Não existe destino traçado que não possa ser reescrito, reorganizado, transformado. Não existem as mal faladas maldições hereditárias. Ainda bem.. posso construir e reconstruir minha história.
A questão crucial é que não vem de fora, é tarefa pessoal e intransferível. O que pode sim, vir de fora, são as ferramentas auxiliares terapêuticas de inúmeras matizes, oração, meditação, terapias várias, porém são exatamente isto, auxiliares. O protagonismo é nosso.
Quando você trabalha a possibilidade de exercitar sua fé, tudo se transforma.
Fé não é dogma religioso, é empoderamento. Eu posso realizar e farei todos os esforços necessários para concretizar meus sonhos e desejos.
Quando emano boas energias me cerco de poder, de auto poder. Aí atinjo um patamar de concretização, pois passo a confiar em mim e no meu poder de realização.
E se quando em vez eu cair, levanto com ajuda ou sem, traço novas rotas e sigo em frente nem que seja cambaleante. Afinal os tombos também pertencem ao existir.
O Pai Maior nos dotou de todas as competências e habilidades que precisamos potencializar. E potencializo com ações concretas, viáveis, atingiveis.
Algo te impede de prosperar? Escreva e leia a resposta, dialogue com você e com aqueles que você entende que te protegem e apoiam, nesse plano ou, se acreditar, também nas outras esferas da existência.
Faça planos, resoluções, projetos e crie etapas para seu desenvolvimento, não fique ao sabor do vento, o vento não sabe das suas aspirações. VOCÊ sabe!
Então, vamos voar como os pássaros para que nossa vida em 2023 seja plena de abundância e prosperidade em todas as dimensões do nosso existir.
Chuva de bênçãos para os pássaros do céu que tem asas para voar, também para cada ser que voa em seus sonhos e traz os sonhos para concretizar. Afinal somos seres do Céu e da Terra.

sábado, 26 de novembro de 2022

Bililim - O Tigre Vegano

Conheça a história do tigre Bililim que não gostava de caçar nem se alimentar dos bichinhos da floresta. 

Bililim tem lindos sonhos. Sonhos coloridos. 

Sonha com todos os bichos da floresta brincando juntos. Sonha até que os humanos brincam juntos também e que o medo não existe.

Bililim muda sua alimentação e isso é muito assustador para quem tem dificuldade com mudanças. 

Venha conhecer como os animais herbívoros se alimentam e participar do lindo laço que une Bililim com seu irmão Balalão. 

Participe desse passeio na floresta verdejante onde habitam os animais, nossos irmãos.

A escritora 👇

Teresa Quintas é Terapeuta e Alquimista. 

A ilustradora 👇

Marcia Luz é Artista plástica e ilustradora. 

Teresa é geminiana e Marcia é sagitariana, jeitos bem diferentes de ser.

Teresa é falante, Marcia é tímida.

 Mas tem muitos pontos em comum, gostam de ensinar o que sabem e amam profundamente os animais. Desejam um futuro de paz e harmonia para todos os seres e acreditam na liberdade de cada um ser o que é. 

sábado, 15 de outubro de 2022

NOSSO ESTRANHO JEITO BRASILEIRO



"O meu pai era paulista, 
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro, 
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos, 
Sou um artista brasileiro"

Chico Buarque consagra nossa brasilidade com a bela música "Paratodos". Essa nossa forma hibrida e multidimensional de ser e atuar no mundo, nos fez pessoas interessantes. 
A história da minha família está recheada desta diversidade e se parece com as inúmeras histórias de imigrantes.
Meu pai vem muito jovem da Paraíba, anda de "pau de arara" para sair da caatinga e se dirigir para o sonho de uma vida melhor. Genaro é seu nome, que recebeu do pai europeu. Estudar não deu tempo nem tinha lugar, aprendeu apenas a fazer umas "mal traçadas linhas".
Genaro, magrinho e miúdo vem parar no Rio de Janeiro, esta cidade representa o "outro mundo", mais colorido, mais molhado, com praias e belas cariocas se bronzeando despreocupadas, imagem idealizada...
Uma vida melhor dentro dessa idealização é o que almejam todos aqueles que deixam para trás suas origens e se propõe a recomeçar.
E vem meu pai trabalhar como zelador de um prédio em Copacabana, seu irmão mais velho, já casado e muito fértil, fecha 12 filhos. 
E o tempo vai passando. Copacabana com suas belas calçadas, sol, boteco na esquina para uma cachacinha, sempre deixando um gole "pro santo", dizia ele. No Carnaval fantasiado de mulher cantava "tomara que chova cem dias sem parar", era uma diferença da tristeza da seca.
Havia a saudade da mãe e dos irmãos que lá ficaram, o pai "Deus já havia levado", mas era essa a vida que ele queria viver e sempre mandava uma "ajudinha" financeira para aqueles que lá ficaram.
Um dia ensolarado meu pai é atraído, quase enfeitiçado por uma bela mulher alta e morena que entra no edifício, era a mais nova empregada doméstica de um dos apartamentos do prédio.
Camila atravessara o oceano para se juntar aos irmãos que já aqui estavam. 
A impressão que causa no paraibano fica ainda maior quando ela abre a boca e ele estupefato pergunta: 
- Saiu de onde esta beleza?  
- Yo soy espanhola, responde. Pronto... ali ele decide que ela vai ser sua companheira da vida toda, decisão que não comunicou, guardou para si na gaveta dos sonhos. Ela se afasta sorridente, mas distante. E dá muito trabalho para o "baixinho" de olhos claros, que fica firme na intenção e acaba por conquistar este coração galego.
Eles fizeram um universo particular, diziam que falavam "portunhol", se entendiam e desentendiam de um jeito próprio, ligados pelas fronteiras da distância de sua origem. Um casal exótico, um paraibano baixinho com uma espanhola grandona, casaram conforme a tradição com véu e grinalda na igreja, ele muito vaidoso e ela com aquele ar europeu de nariz empinado.
Ficaram casados até que o tempo dele acabou no planeta e ela o seguiu 6 anos depois. Foram mais de 30 anos de união que sobreviveu as dificuldades e mazelas do caminho, se mantiveram juntos segundo a fala de minha mãe já carregada de brasilidade: 
- Jurei lá na igreja que era na alegria e na tristeza e galego não é de faltar com juramento de jeito nenhum. Ele apoiava e sorria.
O tempo continua passando, eu nasci seguida de um menininho. Éramos um casal de filhos desses imigrantes no Rio de Janeiro. Uma mistura que hoje poderia parafrasear Chico: 
- O meu pai era Paraibano, meu avó italiano, minha mãe espanhola, eu sou este ser misturadamente intenso nas minhas raízes hispânicas e brasileiras.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Mais um Chá

 

A noite estava gélida e ela acordara no sofá com o livro jogado ao lado, os óculos no chão e o gato displicente e desinteressado em uma almofada.
Estava escuro, ela não percebeu o anoitecer que se firmou, apenas uma nesga de luz entrava pelo mal fechado da cortina.
Arrumou os cabelos, colocou os óculos e pensou em uma xícara de chá que não chegaria se ela não fosse fazer. Queria ter agora o balançar de cabeça da Jenny que era um gênio ou a piscadela da Samanta que era uma feiticeira. Aff, pensou, seriados antigos era bem a sua cara. Ela era antiga também como era antiga a manta que cobria metade de seu corpo. Era um velho cobertor, na verdade. Um velho cobertor que por muitas vezes abrigara toda sua pequena família que se espremia no sofá para ver filmes de faroeste. A mãe não ficava muito tempo, faria pipoca, levantava e sentada irrequieta nos afazeres maternos mesmo quando o pai dizia para  sossegar o facho, riu dessa expressão "sossegar o facho", será que ainda se usa por aí? E será que era a expressão que o pai usava? Tudo tão distante no tempo e no espaço.
Agora é ela que tem os cabelos embranquecidos pela farinha do tempo. Olhou para suas mãos, pareceiam as da sua mãe, grandes e um pouco enrugadas. Ri do "um pouco enrugadas", perdeu a noção do muito ou do pouco? Não sabe e nem se importa. Mãos de unhas curtas sem esmaltar, não gostava de esmalte, queria suas mãos assim, veias aparentes, a marca de um anel estava visível, ficou olhando as mãos e pensando nos quatro embaixo do cobertor quadriculado ,olha mais uma vez o velho cobertor e vê um fio puxado que fez um buraquinho, mas a vida é assim mesmo, cheia de buraquinhos...
Estava difícil sair desse afundamento no sofá.
Bem... divagar na poeira do passado não vai trazer a xícara de chá, pois bem... levante acenda as luzes e vá aquecer a água, escolher o chá, Branco? Verde? Amarelo?
Ela pensara que o Branco combinava com o nostálgico momento. Ok, chá branco para animar e escrever o relatório que estava na área de trabalho aguardando a continuidade assim como a vida por aqui que é um contínuo sem fim imediato, sem pressa também...

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Escritos Biodinâmicos - Tessituras Clínicas


Livro especial para quem busca aprofundamento em Psicologia Corporal. A Psicologia Biodinâmica é uma das 3 BIOS junto com a Bioenergética e a Biosíntese.

A bela capa foi trabalho da artista plástica Marcia Luz. 

Arte e vida se entrelaçam. Gerda Boyesen, mentora desse projeto Biodinâmico nos diz que: "... Era como se o contato com as energias cósmicas me fizesse descobrir uma verdadeira arte terapêutica interior: a intuição."

Essa intuição é um abrir a mente para o imponderável, para o ainda não realizado, para a força dinâmica e divina pertencente a todos os seres.

Esta obra registra os trabalhos de conclusão de curso de quatro mulheres que estudaram juntas no IBPB Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica e que registram seus saberes, experiências e formas de olhar a prática clínica.

A Coordenadora e professora do curso apresenta o trabalho dessas mulheres:

"O corpo registra nossas vivências, nossas histórias e, através da técnica de massagem e do toque, promove-se a desobstrução do fluxo energético e consequentemente facilita-se a autorregulação.

Cada produção contribui e soma a experiência das autoras, com os momentos especiais vividos durante esta formação e a bagagem teórica que já possuíam.

Penso que esta publicação é uma contribuição importante para compor o arsenal escrito, que é escasso, na área das terapias psicorporais, uma vez que temos mais contribuições experimentais, vivenciais e verbais."

#mulheres empreendedoras