segunda-feira, 17 de outubro de 2016

SOBRE RELIGIOSIDADE E ESPIRITUALIDADE




Momentos difíceis como o que estamos vivendo tendem a nos aproximar mais da fé ou até da falta dela.

Muito se tem falado sobre fé. Isto independe de religião. Existem pessoas que dizem ter fé no Criador, porém se mostram sem fé em si mesmas. Sempre vendo o pior em cada situação. É claro que se a questão é ter fé, firmeza e confiança deveriam ser condições de existência e trânsito no mundo. A visão pessimista vem acompanhado muitas pessoas por tempo demais e fazendo com que mantras tóxicos sejam entoados esquecendo que negatividade atrai negatividade.

Quem tem fé confia! Confia? Ou fé virou artigo de algumas lojas de variedades, tem ali, é barato, mas a qualidade... essa deixa a desejar... Aí vem a questão da religiosidade e espiritualidade que me causam confusão. Falo o que entendo.

Religião é um corpo doutrinário seguindo princípios, crenças e teorias, tendo como base textos considerados sagrados ou estritamente confiáveis, divinos ou transcendentes. No sentido estrito vem do latim que significaria reverência e se compreendeu ao longo do tempo como religação, "religare".

Já religiosidade seria a prática efetiva desses preceitos. Pratica a religiosidade quem se coaduna com a religião e a torna artigo de prática e fé.

Espiritualidade já vem de outra base, não se circunscreve a corpos doutrinários. Embora nas religiões a espiritualidade seja indicada e até desejada.

A grande escola de meditação Brahma Kumaris nos dá uma bela noção quando diz, trazendo exemplo do cotidiano:

"A espiritualidade é como um modo de vida. Pegue algo pequeno como acordar as crianças. Deveria ser duro tirá-las da cama? Ou eu posso fazer isso de uma maneira diferente? Isso é espiritualidade. Não é nada separado de viver. Simplesmente consiste em fazer tudo o que eu estou fazendo hoje, mas cuidando de como eu sou por dentro ao fazê-lo. Fique feliz, seja fácil, seja contente e então faça tudo."http://www.brahmakumaris.org/brazil

A espiritualidade é mais nobre, pensando assim, pois transcende credos, é abertura para bondade e ética genuína. Não se professa essa ou aquela doutrina, mas se vê um todo maior, não se é bom por medo ou culpa, se é bom porque é próprio do humano e todos merecem ser tratados de forma amorosa e respeitosa.

A religião pode ser desculpa para atos desumanos como temos visto ao longo do tempo. Um dia uma senhora me diz que não sou filha de Deus, sou criatura de Deus. Querendo me convencer de que só dentro da igreja encontro salvação. Nem discuti pois quem precisa de salvação externa não se responsabiliza por seus próprios atos. Eu preciso me salvar de mim mesma, dos meus deslizes e mazelas. Jesus não me salvou, pelo meu entendimento, ele me deu exemplos de vida espiritual.

Sou religiosa,  nasci assim,  penso eu. Lembro de mim pequena rezando com minha mãe que era uma carola católica. Mas a ideia que eu tinha de Deus era imprecisa e assustadora. Ele castigava! Era um avô zangado que era acionado quando eu "mandava mal", o que era frequente, afirmo sem a menor culpa.

Era espevitada, como se dizia! Tagarela e voluntariosa. Diz uma amiga, por maldade pura, que não mudei muito. Mas eu já fui pior, devo dizer em minha defesa.

Perguntava tudo, Padre Antônio e Padre Jairo tiveram trabalho comigo. Com o tempo mudei de religião, conheci um Deus mais legal. E aderi a um pensamento um tanto incômodo: Deus não castiga ninguém, cada um organiza seus próprios castigos. Era tão lógico que fez com que eu me aproximasse mais Dele, entendi a porção divina em mim e o poder do livre arbítrio.
Continuo em uma religião, mas esta não me limita, ampliei a compreensão de espiritualidade até a não religião, tudo bem não ter religião nenhuma, penso eu.  A religião pode excluir, mas a espiritualidade não exclui nunca. Vivo minha religião com profunda noção de espiritualidade. A religião não me torna melhor, penso que me impede de ser pior. Simples assim.

A moral é da dimensão da religião, a ética mais se encaixa na visão da espiritualidade.
Que essa espiritualidade se expanda e alcance os mais recônditos locais da nossa mente e que possamos ver que é possível para nós. Que a Espiritualidade se manifeste em nossa prática cotidiana, estimulando o humano em nós sem queixumes, vitimismos, arrogâncias ou preconceitos. Que o respeito a natureza reverbere em nós para além das palavras, pois também somos natureza e isso está explicito na noção de Espiritualidade que considera o Todo Universal.


Chuva de bênçãos a todos e todas com ou sem religião. Deus em sua plenitude é Pai de todos, afinal.

sábado, 8 de outubro de 2016

SOBRE ABSOLUTO E RELATIVO

"Aprendamos a sair desses círculos austeros e a dar livre expansão ao pensamento. Cada sistema contém uma parte de verdade; nenhum contém a realidade inteira." 
Diz León Denis no seu tão lido livro "O problema do ser, do destino e da dor". Ele nos traz essa reflexão inquietante. Li no face e mexeu comigo. Sempre escrevo sobre o que "me catuca".
O momento do relativismo aí está, mas os velhos paradigmas ainda insistem em montar guarda. Cada um de nós elege um aparato filosófico para alicerçar e justificar suas verdades. E na defesa dessas verdades muito se pode magoar e ofender. Já fui muito defensora das minhas verdades.
Hoje, reflexiono e afirmo que não detenho o monopólio da verdade, ninguém detém. Esse monopólio é da alçada de esferas muito, muito altas... Do único absoluto! Todo o mais é relativo.
Mesmo as minhas práticas mais queridas são fruto do MEU  entendimento e compreensão de mundo. Não quero estar mais certa, quero viver na paz do meu Eu.
Devo desculpas a todos que me pegaram em maus momentos onde eu pensava que estava mais certa que os outros. Ser professora durante tanto tempo facilitou essa escorregada. Preciso me justificar de alguma forma, compreendam.
Suco de maçã com grama de trigo é muito bom, mas aceito se preferir pizza. Podemos sentar na mesma mesa, cada um no seu relativo paladar. E vamos combinar sorrisos gentis e compreensivos, sem críticas ou disputas pelo melhor prato ou copo. Cada um sendo quem é. Simples assim. Estou no exercício..
 Gosto de ser ouvida e tem em mim um "que" exibicionista que nem sempre favoreceu meus relacionamentos ao longo da vida. Minha mãe sentiu bem isso na pele e quem eu namorei também. Desculpas a todos. Exercito minha humildade frágil e desengonçada. Muito exercício para fazer, que beleza que conto com o TEMPO...
Hoje repenso não as práticas mas a defesa destas. Se as práticas são vividas é porque se acredita que são o melhor jeito de viver a vida.  Entendi a duras penas que todos tem um ponto de vista adequado às suas reais possibilidades. Nem mais certo nem mais errado, adequado às SUAS necessidades e visões de mundo.
Jesus tinha um jeito bem acolhedor com essas diferenças e é dele que quero extrair esse exemplo. Falava para quem queria ouvir e compreendia quando não estavam prontos para a audição. Era generoso e entregava o protagonismo a cada um dizendo "Tua fé te curou". Sem críticas, só entendimento. Fazia a parte Dele e nem esperava elogios, só fazia... E era lindo fazendo... sou fã! 
Longe estou da qualidade perceptiva desse nosso irmão mais velho, sábio e amoroso. Mas estou no caminho, seguindo, vagarosamente, dentro das minhas reais possibilidades, esses passos de sandálias empoeiradas pelo tempo.
Nestes momentos que estamos vivendo é prioridade rever os conceitos para que possamos lidar com as diversidades que hoje estão mais explícitas na rua,  na TV, nas conversas aqui e ali. Se não ficarmos atentos iremos dar vazão a falas preconceituosas e desarrazoadas.
Cada um sabe o trilho e a trilha que quer utilizar, as verdades devem sair da esfera do certo e errado e seguir o curso do respeito mútuo, condição essencial para viver em sociedade.
Que todas as manifestações do viver sejam percebidas como parte do processo evolutivo de cada um,  atirar pedras nos telhados alheios traz o esquecimento de que nossos telhados também são de vidro e podem servir de pontaria para um outro irmão desavisado.
Chuva de bênçãos para a possibilidade do relativo que abre espaço para amorosidade e acolhimento que moram dentro do coração de cada um de nós.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SOBRE REJEIÇÃO E MEDO

Hoje minha conversa é sobre essas duas figuras que tendemos a tornar muito grandes, assustadoras. A rejeição traz medo que acaba criando mais rejeição e consequentemente mais medo, num ciclo quase infinito de dissabores.
Como praticamente todos nós, de uma forma ou de outra, vivenciamos algum tipo de rejeição , esse assunto sempre vem a baila.
Alguns sofreram essa rejeição em bem tenra idade, alguns sofrem no trabalho, na vida amorosa, na sociedade quando fogem um pouco, ou muito, aos ditames sociais.
A rejeição é a não aceitação de algo que não conseguimos lidar. Não conseguimos lidar com muita coisa.
Se perceba, se olhe e veja se em você também não aparece de uma forma ou de outra. Até em coisas simples.  Vou dar um exemplo meu. Tornar-me vegetariana, algo que só a mim atinge, criou uma rejeição de algumas pessoas, isso tem me ajudado a trabalhar a paciência e a maturidade para não entender como pessoal, é só limitação de quem não sabe lidar com a diversidade. Você pode comer o que quiser e eu também. Simples assim.
Quando rejeitamos nem sempre percebemos nitidamente, mas quando somos rejeitados isso grita dentro de nós e nos maltrata.
A tomada de consciência desses companheiros que moram dentro de nós, REJEIÇÃO E MEDO, vai nos favorecer os processos de lidar com eles.
É importante encara-los, olhar em seus olhos arregalados tentando nos assustar. Se preciso for, use um espelho como o herói con a medusa, ou olhe de soslaio para que não te capture ou te transforme em estátua de sal, bela metáfora da medusa,  pois ficamos mesmo paralisados de medo e alguns por tempo demais.
Entender os processos que nos paralisam ou nos fazem agir de forma controversa ou defensiva, vai nos ajudar a ter relacionamentos mais promissores, sejam pessoais, profissionais ou de que natureza for.
Encontrar a aceitação real e a coragem que habitam dentro de nós não vai fazer com que afugentemos, de uma vez, esses companheiros que trazemos dentro de nós através dos tempos. A rejeição e o medo ali estão.
Compreender que eles existem e que não são tolas criações, claro que não nos faltaram motivos para esses sofrimentos terem formado raízes profundas.
Mas vamos ficar atentos, entendendo quando eles aparecem e cada vez mais tornando-os menores menos assustadores.
Lidar com nossas fragilidades potencializa nossas forças.
Hoje estou assim, reflexiva e trabalhando meus medos e refeições. Fazendo o primeiro passo: assumindo que existem, aí entrando no passo seguinte, trabalhando o perdão e principalmente o auto perdão. Parafraseando Louise Hay digo que me perdoo e me aceito assim, pequenina, mas com muito poder para ser grande.
Chuva de bênçãos para todos que, assim como eu, estão na vida olhando profundamente para si, buscando o poder de serem melhores a

cada dia. Chuva de bênçãos para a humanidade inteira!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

QUANDO AMAR TRAZ A TONA LIXO ACUMULADO, ESCONDIDO, ENRAIZADO...

E vamos de conselheira matrimonial mais uma vez. Bom, pois falo primeiro para mim mesma e OUÇO.
Desta feita quem me solicita pergunta: por que se relacionar amorosamente com alguém é tão complicado e faz sair o pior em nós?  Resposta? Muitas ou nenhuma.
O que me ocorreu, vasculhando na mente meus estudos sobre a natureza humana e meus próprios insucessos, foi o seguinte: se entregar a uma paixão, dá um descanso para as defesas. Os sentidos ficam aguçados, o ritmo cardíaco muda e até o tônus muscular reacende, existe um brilho no olhar que é perceptível para todos. Mas esse estado de graça não permanece infinitamente, pois a vida flui.
E é aí que aparecem nossos lixos acumulados, escondidos, enraizados... Como diz a música "sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar", trazendo para nosso contexto reflexivo.
Em uns o surge o medo do abandono, da rejeição, a tristeza escondida, o desejo de pertencimento recalcado,  em outros o medo de ser invadido, roubado, traído, vilipendiado, alguns se descaracterizam submetendo- se a abusos e maus tratos e tem os que maltratam, se vingam, desdenham. Por aí vai, as emoções vem aos turbilhões. E tudo gira em torno do medo. Inimigo oculto que surge incômodo sem ser convidado. Medo dói e assusta.
E como dói!  Quando essa dor desconfortável  surge, ao invés de olhar para dentro, se olha para fora, ali está o ser amado. Pronto: culpado! 
Numa inocência quase infantil não nos apercebemos disso. E aquela fofura toda vira um risco, o risco de se perder de si, de se magoar, de sofrer...
Sartre genialmente nos diz que o "inferno são os outros ", pois é... os outros me mostram mais de mim do que eu gostaria de ver.
Mas quem se vê explícitamente no outro? Quando o outro se manifesta,  está agindo do seu jeito possível,  também com seus medos com suas idiossincrasias. Mas eu o ser apaixonado, que estou misturado nesse emaranhado de sensações e sentimentos, tomo tudo como sendo pessoal e reajo.
A questão é que os envolvidos sentem coisas parecidas embora com manifestações diferentes: sentem medo!
Eu reajo zangada, enraivecida, trazendo à tona o lixo escondido. O outro fica ali frio e distante,  se protegendo, um outro se afasta, delimitando seu espaço de dor, outro briga junto e aí o lixo vem para fora, mas volta para dentro transformado em culpa. Todas essas posições são mais defesa que ataque.
Ui! Mais lixo acumulado. Culpa, então é uma grande inimiga, fica ali até por décadas, disfarçada de aceitação ou sai desordenada e se torna agressividade. Quem nunca ouviu que a melhor defesa é o ataque? Se for consciente é até melhor,  mas quando não é... E na maior parte das vezes é defesa inconsciente. Proteção da sobrevivência emocional e custa caro, muito caro. O maior preço é a solidão e a saudade.
Um dia reclamava sobre uma vingança que senti na pele e que me magoou muito, falando  percebi que era defesa, dar o troco é se tornar protagonista, é uma forma de auto proteção. Entendi, zanguei, sofri, mas entendi. Entrei no jogo e disputei. Perdemos ambos, pois não existe vencedor nessa disputa. Disputa por quem manda mais e tem mais razão, da mesma forma que a subserviência, são manifestações da luta de poder.
O jogo de poder que se estabelece nas relações é indicador dos jogos de força que se viveu na trajetória de vida. Nunca me vinguei pois sempre bati, mas quem não bate de um jeito, bate de outro...
Enfim para minha querida que pede explicações sobre sua vida amorosa, ofereço o que colhi aqui e ali, enfatizando a esperança de que possamos nos tornar pessoas melhores, faxinando  nosso lixo interior, não para debaixo do tapete do esquecimento, mas trazendo a superfície para que possamos encontrar a possibilidade de cura das nossas dores da alma.
Abrindo a possibilidade de sermos felizes que é o que todos buscamos. Com um bom amor possível ao nosso lado, sem procurar 100% pois isso é ilusório. 100% tem que ser de esforço de mudança, de parceria  e cumplicidade, de aceitação do que cada um pode ser nessa maravilhosa oportunidade de viver.
Ilustro com a bela e pouco valorizada flor "cravo " amarelo plexo solar, que vai atuar na nossa sensibilidade de ver o belo onde quer que ele  esteja.
Chuva de bênçãos para quem está com o coração aberto para a esperança:  TODOS NÓS!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

PANC'S: Ervas nada daninhas

Encontradas por aí e por aqui. Na rua, nos morros, nos muros das casas, em qualquer cantinho do meu quintal ou do seu quintal. Até nos espaços cimentados estão pelas frestas, aparecem em qualquer lugar. Agora aparecendo na rede Globo ficaram populares,  que bom!
São chamadas daninhas, mas longe estão de oferecer dano, oferecem sabor, nutrição, energia. Doação generosa da natureza. Fernando Fratane diz que se nasceu espontânea no seu quintal é porque você  precisa dela de alguma forma. Um pássaro trouxe em seu bico, o vento trouxe com seus suspiros...
Eu acredito muito na sabedoria do Universo.
Ontem mesmo a parietária  que tirei do lado do alfavacão, que nasceu espontaneamente sem ser convidada, foi para a salada. A brilhantina idem.
Temos uma boa quantidade delas nos nossos quintais e seus benefícios são inúmeros.
Meu  alfavacão que foi convidado  sofreu com uma praga, mas a parietária, ficou ali linda e verdejante.
Estamos aqui advogando em benefício das nada daninhas, tão saborosas e nutritivas. Podem nutrir a quem tem pouco dinheiro no bolso e disposição para olhar em torno.
O livro PANC que está repleto dessas maravilhas nos seus preparos culinários em várias versões.
Vamos nos encantar com aquelas que podemos incluir na alimentação convencional,  na alimentação vegetariana e vegana e na alimentação viva, estas serão in natura, onde nos apropriaremos das sugestões de ingestão dessas maravilhas sem cozimento. Vale de tudo na inclusão do Verde na vida!
Podemos utilizar nos sucos, nas saladas, nos  pratos quentes, nas sobremesas, é só usar a imaginação. Os sucos ficam turbinados com essas amigas verdejantes. As saladas e os quitutes sempre se beneficiam. Vale até colocar no bolo.
Imaginação é o que não falta ao nosso povo brasileiro de canto a canto desse nosso vasto território nacional.
Existe uma enormidade de  ervas que podemos utilizar e suas propriedades nutricionais e medicinais são ainda pouco exploradas.
Alguns exemplos são: Beldroega, Ora-pro-nobis, Brilhantina, Tanchagem, Trapoeraba, Vinagreira, Parietaria, Caruru, Saião etc. e tal.
E as flores que além de trazerem toda a beleza e carga vibracional também podem participar da degustação. Pétalas de Rosas de Jardim enfeitam e nutrem de forma encantadora. E as flores de capuchinhas que são lindas na decoração. Além da beleza rústica da capuchinha, também a delicadeza da alfazema ou lavanda, amor-perfeito, calêndula, alecrim , flores da abóbora grandes e lindas, as do manjericão pequenas e delicadas e por aí vai. Gostei de um site que fez uma relação das flores comestíveis em ordem alfabética,  http://www.floresjardim.com/flores-comestiveis.htm
Agora é só procurar, provar e aderir se agradar ao paladar. Sou adepta do quesito: EXPERIMENTAR! E só abrir o coração e deixar entrar. Tem algumas receitas bem vivas no post: http://teresaquintas.blogspot.com.br/2013/07/receitas-vivas-em-tere.html?m=1
Chuva de bênçãos para que nossas mentes e corações estejam disponíveis para receber o que a natureza tem de melhor para nos oferecer:  Sua doação incondicional.
Chuva de bênçãos para nossas matas, florestas, quintais e pedacinhos de terra que temos nos nossos espaços de vida. Gratidão,  sempre!


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

PANC - Ervas na alimentação do dia a dia


"Que seu remédio seja seu alimento,
e que seu alimento seja seu remédio"
Se Hipócrates não disse isso, poderia ter dito mesmo. Melhor alimentação menos medicação. A natureza garante nutrição perfeita.
Faz tempo que diversos projetos contemplam em seus estudos e experimentos com as plantas da medicina popular.
Maria Luiza Branco e Ana Branco, respectivamente na Fiocruz com o projeto “TERRAPIA” e na PUC com o “BIOCHIP” já falam disso há quase duas décadas. Fernando Fratane, aqui e ali, com seus remédios e poções, passando de duas décadas. E o conhecimento do poder da natureza vem ganhando e fazendo espaço.
A primeira vez que saí pelo mato para pegar ervas para o suco fiquei embevecida, "vai pro suco esse matinho que eu brincava quando criança? " perguntei boquiaberta.
Hoje PANC – Plantas alimentícias não convencionais -  não causa mais estranhamento com a divulgação explícita dos meios de comunicação de massa, o Globo repórter popularizou, o que muito me agradou.
A utilização dessas maravilhas, por todos que assim desejem, ficou pública. Sair do freezer para o micro-ondas já está sendo coisa do passado, queremos SAÚDE, plena, integral, que nos permita transitar no mundo por mais tempo e com QUALIDADE DE VIDA.
Seis anos depois, estou eu no meio do verde, toda saltitante, colhendo esses "matos" para os vários preparos que hoje faço e ensino. Aprendendo muito mais que consigo ensinar. Sensação de pertencimento em contato com o cheiro, o toque, o sabor do que a natureza me dá. Experiência atávica, certamente, sinto minha ancestralidade em ação.
Convido a todos, meus leitores, amigos, alunos e ex-alunos, pessoas que me ouvem e leem para que possam vir conhecer essa possibilidade.
Com um curso em andamento desde junho: "USO TERAPÊUTICO DAS ERVAS E FLORAIS", que me possibilitou conhecer lindas flores perfumadas vestidas de gente, estou começando mais um curso com o mestre mateiro e grande professor Fernando Fratane: Alimentação com Ervas medicinais.
Chuva de bênçãos para a mãe natureza e seus filhos que somos todos nós. Gratidão!

sábado, 20 de agosto de 2016

CONTA DE SI

“De  maneira  que  cada  um  de  nós  dará  conta  de  si  mesmo  a  Deus.”  — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 12.).

Esse fragmento bíblico ficou na minha cabeça hoje, depois que li a página que tem o título que peguei emprestado para esse post. A dupla escrevente é nada mais, nada menos que Emmanuel  e Chico Xavier. O texto na íntegra está no final do post. Amei! Li e reli
Dissabores fazem parte da jornada e lidar de maneira madura e construtiva é exercício diário. Nem sempre me saio bem nessa provação. Tenho tendência aos rompantes de temperamento. Que bom que hoje já não me envaidecem, por vezes me entristecem. Mas estou aprendendo a lidar com isso, um passo de cada vez, respeitando meu tempo de ser melhor sem perfeccionismo. Sem querer perfeição, só ser e viver...
Esse perfeccionismo que esconde o medo, o medo de sucumbir, o medo de se perder, o medo de não ser amada, esse "bicho papão" o medo. Aí resulta em sucumbir, se perder e não se sentir amada que é tão ruim quanto não ser.
Estou ficando boa em perceber as armadilhas do medo. O que não significa que já tenho o antitodo desse veneno,  mas ele não me paralisa mais. Não sou super mesmo, sou só  alguém querendo viver e ser feliz.
Hoje vou socializar um sucesso sem entrar em detalhes para não invadir intimidade alheia. Me saí muito bem. Uma situação onde eu escolhi não ter razão, um momento raro de apenas pensar no Cuidar de mim mesma.
Tenho escrito muito sobre isso. Pois bem, quem escreve é sempre o primeiro que lê, portanto estou atenta. Não posso responder  pelos outros nem por aqueles que amo. Simples assim.
Deixar acontecer e não intervir é complexo. É deixar de controlar e ter razão, é deixar seguir o  fluxo do Universo. Pois como diz a sabedoria oriental tudo que acontece sempre  é o melhor que tem que acontecer. Mas nossas mentes acidentais e controladoras ficam zangadas e dá-lhe "murro em ponta de faca". Já machuquei muito minha pobre e magra mãozinha.
Mas hoje eu "mandei bem". Deixei fluir e fiquei observando. Tranquila e atenta. Aceitei e estou muito bem. Estou feliz comigo, dá pra ser...
Pode ser que tudo dê certo e estarei nessa vibração, pode ser que tudo dê errado e eu estarei ali, pronta para fazer o meu melhor, sempre.
Gato escaldado fica ligado perto de água fria e evitar errar incessantemente é uma questão de bom uso da inteligência. Satisfeita comigo hoje, amanhã é um novo dia com seus erros e acertos.
Chuva de bênçãos para todos e todas que estão no esforço em vencer suas inclinações perfeccionistas. Tintim de água colorida de amor e aceitação. Chuva de bênçãos, sempre.

CONTA DE SI

De  maneira  que  cada  um  de  nós  dará  conta  de  si  mesmo  a  Deus.”  — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 12.)

É  razoável  que  o  homem  se  consagre  à  solução  de  todos  os  problemas alusivos  à  esfera  que  o  rodeia  no  mundo;  entretanto,  é  necessário  saiba  a espécie  de  contas  que  prestará  ao  Supremo  Senhor,  ao  termo  das  obrigações que  lhe  foram  cometidas. Inquieta-se  a  maioria  das  criaturas  com  o  destino  dos  outros,  descuidadas de  si  mesmas.  Homens  existem  que  se  desesperam  pela  impossibilidade  de operar  a  melhoria  de  companheiros  ou  de  determinadas  instituições. Todavia,  a  quem  pertencerão,  de  fato,  os  acervos  patrimoniais  do  mundo? A  resposta  é  clara,  porque  os  senhores  mais  poderosos  desprender-se-ão  da economia  planetária,  entregando-a  a  novos  operários  de  Deus  para  o  serviço da  evolução  infinita. O  argumento,  contudo,  suscitará  certas  perguntas  dos  cérebros menos avisados.  Se  a  conta  reclamada  refere-se  ao  círculo  pessoal,  que  tem  o homem  a  ver  pelas  contas  de  sua  família,  de  sua  casa,  de  sua  oficina? Cumpre-nos,  então,  esclarecer  que  os  companheiros  da  intimidade  doméstica, a  posse  do  lar,  as  finalidades  do  agrupamento  em  que  se  trabalha,  pertencem ao  Supremo  Senhor,  mas  o  homem,  na  conta  que  lhe  é  própria,  é  obrigado  a revelar  sua  linha  de  conduta  para  com  a  família,  com  a  casa  em  que  se  asila, com  a  fonte  de  suas  atividades  comuns.  Naturalmente,  ninguém  responderá pelos  outros;  todavia,  cada  espírito,  em  relacionando  o  esforço  que  lhe compete,  será  compelido  a  esclarecer  a  sua  qualidade  de  ação  nos  menores departamentos  da  realização  terrestre,  onde  foi  chamado  a  viver.